Amos Gilad, homem chave de Israel nas relações com o mundo árabe

Amos Gilad, representante israelense nas negociações para um cessar-fogo na Faixa de Gaza, se tornou uma figura chave nos últimos anos para Israel, principalmente nas questões mais tensas com o mundo árabe.

AFP |

Conselheiro político do ministro da Defesa, Ehud Barak, o general da reserva negocia no Cairo uma iniciativa egípcia para pôr fim à ofensiva de Israel contra o grupo radical islâmico Hamas na Faixa de Gaza, iniciada em 27 de dezembro, que já deixou mais de 1.100 mortos.

Gilad também faz parte do grupo que formulou e organizou a estratégia política de Israel para a ofensiva, coordenado por Shalom Turjeman, conselheiro diplomático do primeiro-ministro, Ehud Olmert.

Negociador firme, conhecedor minucioso da política árabe, Gilad chefiou o departamento de Investigação de Informações Militares. Depois, em 2003, foi nomeado chefe da divisão diplomática e de segurança do ministério da Defesa.

Em setembro de 1982, o então jovem oficial foi um dos primeiros a alertar seu comando sobre os massacres cometidos por milicianos cristãos das forças libanesas nos campos palestinos de Sabra e Chatila, em Beirute, controlados pelo exército israelense.

Gilad também foi o artífice israelense da trégua de seis meses com o Hamas negociada com a mediação do Egito, iniciada no dia 19 de junho de 2008.

A trégua precedeu a atual ofensiva israelense.

Seu conhecimento perfeita da língua e da cultura árabes o levou a assumir a negociação das questões mais sensíveis do relacionamento de Israel com o Egito e a Jordânia, países com os quais o Estado judaico assinou tratados de paz.

rb-jp/ap

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