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Amorim: Armas nucleares são um risco para democratização global

Paris, 2 fev (EFE).- O chanceler brasileiro, Celso Amorim, afirmou hoje, durante a conferência Global Zero, em Paris, que as armas nucleares não são necessárias e representam um risco para a verdadeira democratização das relações internacionais.

EFE |

Após a abertura da reunião, que defende um mundo desmilitarizado do ponto de vista atômico e até quinta-feira reunirá cerca de 200 especialistas, políticos e personalidades, o ministro das Relações Exteriores do Brasil disse que "a era da balança do mundo" baseada nos arsenais nucleares "está acabada".

Amorim, que lembrou que a Constituição de seu país garante o uso da energia nuclear apenas para fins pacíficos, ressaltou que existem outros desafios no século XXI, como a segurança alimentar.

O ministro advertiu ainda que as armas atômicas representam um "risco para a verdadeira democratização das relações internacionais".

"As armas nucleares não são necessárias, tanto do ponto de vista da segurança" como de uma óptica baseada no equilíbrio estratégico, declarou o chanceler a convidados como a rainha Noor da Jordânia, o ator Michael Douglas e o ex-secretário de Estado americano George Shultz.

Amorim também falou sobre o terremoto do Haiti. Segundo ele, o tremor, com uma capacidade de destruição equivalente à de "várias armas nucleares", devastou o país e deixou dezenas de milhares de mortos.

O diplomata brasileiro terminou sua participação com uma metáfora, ao falar da "tremenda explosão silenciosa" que significaria um mundo sem armas nucleares. EFE jaf/sc

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