Amorim quer que após emergência apenas ONU fique no Haiti

Madri, 16 fev (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje na Espanha que, uma vez superada a situação de emergência no Haiti causada pelo terremoto, apenas as forças da ONU deveriam ficar no país.

EFE |

"É preciso garantir um mínimo de condições sociais e econômicas.

O Haiti não é um caso comum porque é um país de pobreza extrema, e com causas históricas muito profundas", afirmou à Agência Efe Amorim, que explicou ser "um desafio ter que ajudar muito sem intervir".

O ministro se mostrou seguro de que a presença da ONU "vai durar um tempo". O Brasil dirige a missão militar das Nações Unidas no Haiti (Minustah).

Considerou, além disso, que as outras forças que estão ali, com uma forte presença de militares americanos, poderão ficar também ainda por algum tempo.

Para isso, porém, disse que será preciso buscar um marco jurídico, com o consentimento do Governo do Haiti, que permita seguir. "Não saberia dizer quanto, melhor ficar só com as forças da ONU, mas isso uma vez que a emergência esteja superada", comentou.

Sobre a situação de Honduras, o ministro se disse contrário ao uso de processos eleitorais para fazer "uma espécie de lavagem" de golpes de Estado.

Segundo Amorim, se dará continuação à evolução das medidas de reconciliação nacional em Honduras.

"Fizemos o que nos parecia que devíamos fazer coerentemente com todas as decisões da OEA (Organização dos Estados Americanos), incluindo dar abrigo ao presidente Zelaya, o que ajudou um pouco no diálogo, que não terminou no que queríamos", afirmou.

Em relação ao novo Governo de Honduras, liderado por Porfirio Lobo, reforçou que não se trata de "uma questão de reconhecimento".

"O Brasil não reconhece Governos, reconhece Estados", sublinhou.

"Não é uma questão de reconhecimento, se trataria de uma questão de intensificar as relações", afirmou o chanceler. EFE mlg/rr

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