Amorim pede condições em Honduras para Zelaya voltar à política

Madri, 15 (EFE).- O chanceler Celso Amorim disse hoje em Madri que o Brasil quer que sejam criadas condições para que o ex-presidente hondurenho Manuel Zelaya, derrubado por um golpe de Estado em 28 de junho, possa retornar à vida política.

EFE |

"Para nós, talvez o mais importante desse processo de reconciliação seja criar condições para que o ex-presidente Zelaya, que era o presidente legítimo até o dia 27 (de junho de 2009), possa também voltar a participar da vida política de Honduras", assinalou.

O ministro fez essas declarações após uma reunião ministerial entre União Europeia (UE) e Brasil realizada hoje em Madri.

Após a pergunta sobre o reconhecimento do Governo do novo presidente hondurenho, Porfirio Lobo, Amorim disse que o Brasil não reconhece Governos, mas sim Estados.

"Temos lá (em Honduras) um encarregado de negócios que está funcionando para fins administrativos e para fins consulares, mas seguiremos vendo o que acontece", indicou o ministro das Relações Exteriores.

Da mesma forma que outros países latino-americanos, o Brasil ainda se nega a reconhecer Porfirio Lobo como presidente de Honduras, mesmo após sua posse, em 27 de janeiro. EFE pa/rr

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