Amorim pede à Hillary Clinton abertura com Cuba

O chanceler brasileiro, Celso Amorim, defendeu nesta quarta-feira a diversidade política da América Latina e uma mudança de atitude em relação à Cuba, em seu primeiro encontro oficial com a secretária americana de Estado, Hillary Clinton.

AFP |

"Procurei ressaltar a importância para os Estados Unidos do momento de mudança política na América Latina, da grande diversidade (...) da mudança em relação à Cuba", disse Amorim à imprensa após sua reunião no departamento de Estado.

Amorim sugeriu a Hillary Clinton esquecer a visão "homogeneizadora" do governo americano do passado e disse que "ela tomou nota" de todas estas observações.

O encontro com a secretária de Estado foi qualificado de "muito positivo e amistoso" por Amorim, e serviu para preparar a visita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará a Barack Obama, em março próximo.

Os dois chanceleres também analisaram a cúpula dos países ricos e emergentes (G20) prevista para Londres, em abril.

Brasil e Estados Unidos coordenarão suas posições para a Cúpula de Londres com reuniões de funcionários de alto nível, revelou Amorim.

Segundo o chanceler brasileiro, os temas energéticos, o combate à mudança climática e a luta contra a pobreza são os três eixos sobre os quais deve se centrar a relação bilateral.

Os Estados Unidos contam com o Brasil para desenvolver uma nova política para a América Latina, destacou Amorim, que citou a recente reação de Washington ao referendo venezuelano sobre a reeleição ilimitada, vencido pelo presidente Hugo Chávez e qualificado de "muito positivo" pelos americanos.

Celso Amorim garantiu que o possível protecionismo comercial por parte da nova administração americana não foi motivo de preocupação entre os dois chanceleres.

"A prioridade é a confirmação do próximo USTR (representante de comércio exterior americano)" para reativar as negociações comerciais multilaterais, destacou.

Após sua visita a Washington, Amorim vai viajar a Paris para se encontrar com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

jz/LR

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