Amorim não descarta mais ações da OEA contra golpistas de Honduras

Brasília, 23 jul (EFE).- O chanceler Celso Amorim expressou hoje sua confiança de que a pressão internacional ajudará ao retorno do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e não descartou que a Organização dos Estados Americanos (OEA) adote outras medidas contra o Governo golpista.

EFE |

"O que a OEA puder fazer é importante, e se é necessária uma decisão mais explícita para dar cobertura a uma ação de todos os membros, esse pode ser um caminho", assinalou Amorim, que insinuou que medidas econômicas mais duras contra Honduras poderiam se somar à pressão política.

O chanceler explicou que o Brasil "fez o que podia fazer" e que suspendeu alguns projetos de cooperação com Honduras após o golpe, mas admitiu que há países que "têm mais meios" para uma pressão econômica, citando Estados Unidos e os membros da União Europeia (UE).

Segundo Amorim, "o único caminho" para restabelecer a normalidade é o retorno ao poder do presidente Zelaya, dentro das resoluções da OEA, e reiterou sua condenação a um golpe que qualificou de "anacrônico e extemporâneo".

O chanceler brasileiro apontou que "a comunidade internacional, aconteça o que acontecer, não vai ser branda com os golpistas se ocorrer algo com o presidente Zelaya". EFE ed/rr

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