Amorim diz que seria lamentável urânio enriquecido a 80% no Irã

Brasília, 11 fev (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje que ainda não tem informação oficial de que o Irã pode enriquecer urânio a 80%, mas afirmou que seria lamentável se isso acontecesse.

EFE |

"Não tive notícias ainda. Não houve declaração a respeito e lamentaria se fosse verdade, porque isso seria um nível elevado", declarou Amorim a jornalistas durante uma entrevista em Brasília junto com o chanceler sueco, Carl Bildt.

O ministro brasileiro disse que se enriquecer urânio a 80%, o Irã já estaria violando o Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Por isso, explicou que teria que avaliar uma possível mudança de postura sobre a aplicação de sanções.

Até agora, o Governo brasileiro se mostrou firme contra sanções a Teerã e a favor de buscar novas vias de diálogo, já que considera que a imposição de tais medidas seria insuficiente para conter seus planos nucleares.

"O grande problema nesta questão é a confiança. Qualquer ação, especialmente do Irã, pode gerar desconfiança. Preferiríamos que não tivesse iniciado o enriquecimento a 20%, mas não acho que isso feche as portas da negociação", acrescentou o chanceler.

Já o chefe da diplomacia sueca se manifestou sobre o assunto do programa nuclear iraniano ao afirmar que "tem que haver um acordo político em algum momento, mas há pressões crescentes no Conselho de Segurança e o Irã deve tomar conhecimento disso".

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse hoje durante os atos de celebração do 30º primeiro aniversário da revolução islâmica, que seu país já é um Estado nuclear que dispõe de tecnologia para enriquecer urânio a até 80%.

Embora tenha afirmado que por enquanto não está interessado em chegar a esse nível, Ahmadinejad revelou que cientistas iranianos conseguiram produzir, em apenas dois dias, o primeiro pacote de urânio enriquecido a 20%. EFE az/rr

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