Amorim diz que sem embargo política em Cuba evoluiria

Brasília, 10 mar (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou hoje que se alguém está interessado em que haja uma evolução política em Cuba, há uma receita muito rápida: acabar com o embargo dos Estados Unidos.

EFE |

Segundo o ministro, colocar fim às sanções econômicas que os EUA mantêm contra Cuba desde 1962 "só traria grandes mudanças políticas" na ilha.

Amorim foi questionado sobre as afirmações polêmicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comparou os presos políticos cubanos com os delinquentes comuns detidos nas prisões do Brasil.

Amorim lembrou que o próprio Lula fez uma greve de fome durante a ditadura (1964-1985) e considerou que nessas declarações ele fazia uma espécie de "autocrítica" sobre o efeito desses protestos.

O chanceler assegurou que o "Brasil está comprometido em ajudar Cuba através de investimentos, comércio e infraestrutura" e acrescentou que essas melhoras trarão mudanças que "o próprio povo cubano sabe que ocorrerão".

Em relação ao apoio solicitado a Lula por setores da dissidência cubana, Amorim declarou que "há muita gente que pede o apoio do Brasil, mas que não é possível dar apoio a todo mundo".

O ministro ressaltou que o Governo "está comprometido com a defesa da democracia e com os direitos humanos", mas também "tem experiência com penas que nem sempre têm um efeito prático". EFE ed/pb/rr

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