Amorim diz que EUA e Venezuela podem se aproximar a partir de cúpula

Rio de Janeiro, 9 abr (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje que a Cúpula das Américas, marcada para semana que vem em Trinidad e Tobago, oferece uma primeira oportunidade de diálogo entre os presidentes de Venezuela, Hugo Chávez, e Estados Unidos, Barack Obama.

EFE |

O chanceler disse que o Brasil pode ajudar nessa aproximação, mas esclareceu que, para que Venezuela e EUA possam se entender, precisam ter confiança mútua e esquecer os problemas do passado.

"Acho que um melhor relacionamento está próximo", disse Amorim no Rio de Janeiro durante discurso a embaixadores brasileiros em países sul-americanos.

Embora o Brasil tenha boas relações tanto com a Venezuela, quanto com os EUA, Amorim negou que possa atuar como mediador.

"Os países não precisam de mediação, são adultos. Este não é o caso", afirmou o ministro, lembrando que o Brasil pode "ajudar no recomeço das negociações" e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já conversou a respeito com Chávez e Obama.

Em março passado, pouco antes da reunião que Lula teve com Obama na Casa Branca, Chávez admitiu ter dado "sinal verde" ao presidente para conversar com Obama sobre as relações entre Venezuela e Estados Unidos.

Após o encontro em Washington, no entanto, Lula preferiu não esclarecer se tinha abordado o assunto com seu colega americano.

Quanto a uma possível aproximação entre EUA e Cuba, Amorim disse que o Brasil pode assumir um papel de mediador já que, neste caso, não há possibilidades de interlocução direta entre os dois países, mas explicou que isso só seria feito caso as duas nações assim o peçam.

O ministro fez tais comentários um dia depois de Lula se reunir separadamente em Brasília com o novo ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, e com uma delegação de parlamentares americanos. EFE cm/bba

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