Amorim diz que concessão de asilo político a Battisti deve ser respeitada

O Itamaraty não deve se pronunciar sobre a decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de conceder asilo político ao ex-ativista de esquerda italiano Cesare Battisti. Questionado sobre o assunto no final da tarde desta quinta-feira, o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, disse apenas que ¿houve um procedimento, e que este foi cumprido¿.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |


De acordo com Amorim, a posição do Itamaraty foi exposta durante reunião do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare). Durante esta reunião, tanto assessores do Itamaraty, quando o Procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza, deram pareceres favoráveis à extradição de Battisti à Itália. Porém, de acordo com a lei, era possível recorrer à decisão junto ao ministro da Justiça.

 Em um caso como esse, a decisão do ministro é parajudicial. Ele tomou uma decisão que eu tenho que respeitar, avaliou Amorim.

Battisti é condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos supostamente cometidos durante o tempo que participou de um grupo político de extrema-esquerda na Itália.

Ele foi capturado no Rio de Janeiro em março de 2007, em uma operação que contou com a participação da Interpol e das polícias da Itália, do Brasil e da França. Desde então, está preso na Papuda, em Brasília. O governo da Itália promete recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela extradição de Battisti.

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