Amorim diz não ver problemas em adiar escolha de líder da Unasul

Costa do Sauípe (Bahia), 15 dez (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje não ver problemas no possível adiamento da escolha do secretário-geral da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que estava prevista para amanhã, mas que gerou divergências.

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"Se for preciso adiar, que se adie. Embora não conversei sobre isso com nenhuma delegação", disse o chanceler ao ser questionado sobre se o veto uruguaio à candidatura do ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner pode gerar uma divisão dentro da Unasul.

Os chefes de Estado e de Governo dos 12 membros da Unasul aproveitarão a Cúpula da América Latina e do Caribe, que será realizada amanhã na Costa do Sauípe, para realizar uma reunião extraordinária e avançar em diferentes assuntos.

A possível escolha de Kirchner como secretário-geral do grupo criado em maio passado em Brasília foi vetada pelo Uruguai, que considera o ex-presidente argentino o principal responsável pela crise envolvendo uma fábrica de celulose.

"O cargo de secretário-geral está previsto no tratado da Unasul, mas o pacto não está em vigor já que ainda não foi ratificado por todos os países", disse Amorim ao minimizar a importância de um possível adiamento da escolha.

"Não acho que (a divergência) cause problemas. Eu gostaria que estivesse resolvido, mas se não se resolve, não é nenhum problema", acrescentou.

Amorim esclareceu que a reunião da Unasul será "lateral" frente às duas mais importantes de terça-feira, a do Mercosul e a da América Latina e do Caribe, e que, por isso, o que ocorrer nela dificilmente atrapalhará outras. EFE cm/rr

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