Amorim destaca abertura para diálogo na Bolívia

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, membro de um grupo de países amigos ao lado de Colômbia e Argentina, disse que o governo e a oposição estão dispostos a dialogar para pôr fim a uma aguda crise política na Bolívia, informou nesta segunda-feira a imprensa local.

AFP |

"Sei que a situação é difícil, mas algo que posso dizer, apesar das, digamos, dificuldades, é que há o desejo das partes de dialogar", afirmou Amorim, que participa desde o final de semana de um diálogo de paz neste país, estagnado devido a discordâncias relacionadas à nova Constituição de cunho indígena e às reivindicações por autonomia de seis dos nove departamentos.

Amorim, ao lado do chanceler argentino, Jorge Taiana, e do vice-chanceler da Colômbia, Camilo Reyes, se reuniu nos últimos dias com o presidente Evo Morales, o prefeito opositor de Santa Cruz, Rubén Costas, o cardeal Julio Terrazas e dirigentes da oposição para avaliar o ambiente para uma negociação.

O ministro brasileiro se disse "feliz" por empreender a missão para a qual foi requisitado pelo presidente de seu país, Luiz Inácio Lula da Silva, por solicitação do presidente Evo Morales.

O grupo de países amigos, a OEA e a Igreja Católica buscam separadamente aproximar governistas e opositores para tentar apaziguar uma forte crise política surgida no ano passado, mas ainda há divergências irredutíveis.

O governo de Morales se prepara para inviabilizar os referendos autonômicos convocados para maio e junho pelos departamentos rebeldes de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca, apoiados por Cochabamba, que espera tomar o mesmo rumo.

jac/dm

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