Amorim analisa em Lima comércio e visita de Lula

O chanceler do Brasil, Celso Amorim, analisou nesta sexta-feira, em Lima, a relação estratégica entre os dois países e o incremento do comércio bilateral, antes da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Peru, no dia 11 de dezembro.

AFP |

Amorim, que realizou uma rápida visita ao Peru, foi recebido pelo presidente Alan García, no Palácio de Governo, onde revisaram a agenda bilateral e trataram de temas da realidade regional.

"Posso anunciar que o presidente Lula virá a Lima, em visita oficial, no dia ll de dezembro, para consolidar esta relação que tem muitas dimensões: fronteiriça, energética, de investimentos, de consulta política e de esforço comum e integração para toda a América do Sul", disse Amorim.

No encontro com o presidente peruano, Amorim fez "uma avaliação dos progressos obtidos na fronteira e dos aspectos bilaterais de cooperação econômica; há muitos investimentos de empresas brasileiras que estão satisfeitas".

Amorim citou ainda o comércio entre os dois países, que apesar de um ano "especialmente difícil devido à crise internacional, aumentou muito nos últimos tempos e esperamos que siga assim".

Segundo o chanceler brasileiro, a relação entre Brasil e Peru é estratégica, "e não apenas pelo vínculo entre os dois países, mas porque, de alguma maneira, significa uma vértebra para integrar toda a América do Sul".

O chanceler brasileiro e seu colega García Belaunde firmaram um acordo sobre localidades da fronteira que estabelece um regime especial de benefício mútuo nas áreas econômica, comercial, trabalhista e de saúde.

Também assinaram vários acordos de eletrificação rural, produção agrícola, aquicultura, combate ao crime organizado e educação e cultura.

Amorim revelou que o presidente Lula pretende conversar com seu colega americano, Barack Obama, sobre temas regionais, como a eventual presença militar dos Estados Unidos na Colômbia e a crise em Honduras.

"Existe a intenção de conversar (com Obama) sobre estes temas", mas a reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos "ainda não foi solicitada formalmente".

"Já entramos em contato com altas esferas do governo dos Estados Unidos, e há interesse neste diálogo sobre temas regionais".

Amorim reiterou que a possível instalação de bases militares americanas na Colômbia "é um tema de preocupação para muitos países" da região, mas ressaltou que o Brasil está disposto a ouvir os argumentos dos Estados Unidos.

Sobre o golpe de Estado em Honduras, Amorim frisou que "sem nenhum tipo de intervenção, e sob os auspícios da Organização dos Estados Americanos (OEA), os Estados Unidos têm mais poder do que qualquer outro país para convencer o governo de fato" em Tegucigalpa a aceitar uma solução que permita o restabelecimento da democracia.

"Há um interesse óbvio em restaurar a democracia em Honduras", afirmou.

Amorim pediu "uma resolução rápida da questão hondurenha segundo os termos estipulados pela OEA". "Ajudaria muito a diminuir um pouco a tensão que existe na região", justificou.

rm/yw/LR

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG