Amorim admite que crise pode afetar integração sul-americana

Rio de Janeiro, 9 abr (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, admitiu hoje que a atual crise econômica global pode afetar as obras de integração projetadas pelos países sul-americanos, entre elas o Gasoduto do Sul.

EFE |

Em declarações à imprensa após um encontro com embaixadores brasileiros em diversos países sul-americanos, Amorim disse que as grandes obras de integração, principalmente as ligadas ao setor de energia, terão que esperar.

O chanceler citou especificamente o Gasoduto do Sul, obra de quase oito mil quilômetros de extensão e que custaria cerca de US$ 23 bilhões projetada para transportar gás venezuelano até Brasil, Uruguai e Argentina.

"Este não é um projeto para ser desenvolvido nos próximos três ou quatro anos. Acho que é viável, mas, diante da crise, não há recursos disponíveis", disse o ministro.

Segundo Amorim, diante das turbulências internacionais e do esgotamento do crédito, os países sul-americanos têm que fortalecer sua integração em todos os níveis.

O chanceler declarou que os países da região têm que rejeitar o protecionismo e fazer esforços para liberar suas economias em nível regional, já que não poderão crescer só com seus mercados internos.

"A tendência natural é defensiva, precisamos trabalhar para que isso não afete nossa integração. E isso exige vontade política", afirmou Amorim. EFE cm/bba

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