AMISOM captura base rebelde em Mogadíscio mas combates seguem em todo país

Mogadíscio, 20 ago (EFE).- As tropas da Missão da União Africana na Somália (AMISOM) capturaram hoje uma base do grupo radical islâmico Al-Shabab no sul de Mogadíscio, enquanto no país pelo menos 27 pessoas morreram em vários enfrentamentos entre topas governamentais e milícias rebeldes.

EFE |

Intensos combates se produziram entre os soldados da AMISON e milicianos de Al-Shabab, grupo ao que os EUA vinculam com a Al Qaeda, quando as tropas internacionais ocuparam o edifício Gashandhiga, antigo Ministério da Defesa, que os rebeldes tinham transformado em sua principal base no sul de Mogadíscio.

Residentes da zona informaram a Efe que após ocupar o edifício, as tropas da União Africana (UA) tomaram o controle do cruzamento de Ifka Halan, que une a parte sul com o norte de Mogadíscio.

Em uma aparente tentativa de ampliar seu controle no sul da capital, a AMISOM, composta por 4.500 soldados do Burundi e Uganda, ocuparam também a estrada de Wrshadaha, a principal do sudoeste da capital.

Nos enfrentamentos, ambas as partes utilizaram artilharia pesada e morteiros que alcançaram diversas partes da cidade.

Os serviços de socorro de Mogadíscio, consultados pela Efe, ainda não deram o número de vítimas.

Apesar das notícias, o porta-voz das forças da UA, Berigye Ba-Hoku, negou aos jornalistas que seus soldados tenham entrado em combate contra o Al-Shabab: "Não há enfrentamentos. Nossas forças vigiam algumas áreas para prevenir ataques".

Segundo ele, o envio das forças a outras zonas da cidade são "manobras", enquanto o porta-voz do Al-Shabab, Sheikh Ali Mohamud, assegurou a Efe que "nos atacaram. O condenamos, pois é uma agressão ao povo da Somália", disse clamando por "vingança".

Ao mesmo tempo, pelo menos 27 pessoas foram mortas em enfrentamentos entre milícias, tropas governamentais e combatentes rebeldes de grupos radicais islâmicos.

No sul, na localidade de Balad Hawo, na região de Gedo, pelo menos doze pessoas morreram quando o Al-Shabab recuperou a localidade que na segunda-feira passada foi ocupada pela milícia pró-governamental Ahlu Sunna.

Em Bulo Burte, na região de Hiran, pelo menos quinze pessoas morreram, a maioria combatentes, quando tropas governamentais atacaram milicianos do Al-Shabab na tentativa de tomar o controle da cidade.

Forças partidárias do Governo do presidente Sharif Sheikh Ahmed, respaldadas pela comunidade internacional, comandam ataques contra o Al-Shabab e seus aliados em várias zonas do sul e centro do país, próximo das fronteiras com o Quênia e Etiópia.

Somália vive no caos e sem um Governo central efetivo desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohammed Siad Barre e os clãs tribais e milícias radicais islâmicas dividiram o território.

O país passa pela pior crise humanitária de sua história com mais de 4 milhões de pessoas, a metade de sua população, com necessidade de ajuda humanitária urgente para sobreviver. EFE ia/fk

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