Ami Ayalon abandona o Partido Trabalhista israelense

Jerusalém, 16 nov (EFE).- O ministro sem pasta israelense Ami Ayalon, ex-contra-almirante de 63 anos, anunciou hoje sua saída do Partido Trabalhista devido a divergências com a ideologia da legenda e com o líder atual, o ministro da Defesa, Ehud Barak, informou a imprensa local.

EFE |

"O Trabalhismo perdeu o rumo. Cheguei a uma situação na qual não consigo convencer nem sequer as pessoas mais próximas a votar no Partido Trabalhista", disse, em entrevista coletiva em Tel Aviv.

Em junho de 2007, Ayalon perdeu para Barak, por uma estreita margem de três pontos, nas primárias trabalhistas para suceder o então presidente e ministro da Defesa, Amir Peretz.

"Ehud Barak não é o problema do Trabalhismo. O problema é muito mais profundo, mas se supunha que Barak seria a solução" e, pelo contrário, dedica-se a "empregar a linguagem da agressão e do medo", ressaltou Ayalon.

O ministro sem pasta disse que, "nos próximos dias", se unirá a uma "tentativa de estabelecer um novo partido político", mas não deu mais detalhes.

Poderia se tratar do novo movimento de esquerda nascido na sexta-feira passada em torno do partido pacifista Meretz e apoiado por cerca de 30 artistas e intelectuais, como o escritor Amoz Oz.

Em resposta, o Partido Trabalhista emitiu um comunicado no qual classifica Ayalon de inconstante e "oportunista".

"Sua saída só pode beneficiar o partido e permitir que renove suas fileiras", indica a nota.

Ayalon entrou no Partido Trabalhista em 2006, após liderar a Força Naval entre 1992 e 1996, e o Serviço de Segurança Geral (Shin Bet) nos quatro anos posteriores.

Em 2003, em um dos momentos mais duros da segunda Intifada, impulsionou uma iniciativa com o professor palestino Sari Nusseibeh para que seus povos abandonassem o caminho da violência e aceitassem uma solução negociada. EFE ap/fh/an

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