Americanos votarão Congresso, governadores e referendos

Washington, 4 nov (EFE).- As eleições que acontecem hoje nos Estados Unidos não definirão apenas quem será o próximo presidente do país, mas também a composição do Congresso, além de eleger vários governadores e decidir sobre diversas propostas estaduais.

EFE |

Concretamente, os americanos irão às urnas para eleger os 435 membros da Câmara de Representantes, 35 das 100 cadeiras do Senado e 11 governadores, além de cargos locais.

O atual panorama político favorece os candidatos democratas, quando os EUA têm duas guerras abertas; enfrentam uma crise financeira; a popularidade do presidente americano, George W. Bush, é enorme; e 90% dos cidadãos acreditam que o país está indo mal.

No Congresso, os democratas aspiram a ampliar sua maioria.

No Senado, onde cada legislador tem mandato de seis anos, a oposição conta com 51 cadeiras - sendo 49 dos democratas e dois independentes que votam com eles -, mas o Partido Democrata aspira a conseguir o "número mágico" de 60.

Esse número é o que permite superar qualquer tentativa de bloqueio, por parte da oposição, de um projeto de lei.

Os analistas, que dão por certo que os democratas ampliarão sua maioria com mais quatro ou oito senadores, estimam que conseguir a maioria de 60 com a qual evitam manobras de adiamento é improvável, mas não impossível.

As cadeiras que os democratas certamente ganharão se encontram na Virgínia, Novo México, Colorado e Oregon. As disputas no Alasca, Minnesota, Carolina do Norte e New Hampshire estão muito apertadas.

Os republicanos se mostram mais confiantes, mas receiam o resultado na Geórgia, Kentucky e Mississipi.

Ao contrário do Senado, a Câmara dos Representantes é renovada a cada dois anos. Atualmente, os democratas ocupam 235 cadeiras, os republicanos têm 199 assentos e há uma cadeira vaga.

Os democratas confiam em que ampliarão em pelo menos mais 20 cadeiras sua vantagem na Câmara.

Em 11 estados, os eleitores escolherão seus governadores para um período de quatro anos. Seis dos cargos que estão em jogo são ocupados atualmente por democratas, e cinco por republicanos.

Os analistas consideram que esses pleitos serão os que menos terão mudanças, e cada partido conservará a maior parte de seus governadores. Apenas três parecem realmente se encontrar em uma verdadeira disputa.

No entanto, os americanos não votarão apenas em candidatos a cargos eletivos. Em 36 estados, haverá referendos sobre mais de 150 propostas, propostas por legislaturas ou por pedidos populares.

Em anos anteriores, foram apresentadas iniciativas principalmente de redução de gastos - de impostos ou do orçamento -, mas os assuntos sociais dominam a maior parte dessas consultas populares.

Os eleitores de Califórnia, Arizona e Flórida decidirão se querem proibir o casamento entre homossexuais nesses estados, assunto discutido desde 2004, quando a Corte Suprema de Massachusetts legalizou a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Nas eleições de novembro daquele ano, 11 estados votaram sobre a proibição do casamento entre homossexuais em seu território, o que aparentemente beneficiou Bush, ao incentivar a participação eleitoral dos conservadores, que o apoiavam de forma majoritária.

No Colorado e Dakota do Sul, será decidido o direito ao aborto, e também em Colorado e no Nebraska, os eleitores terão que decidir se proíbem programas públicos que dêem preferência a negros e às minorias.

Os eleitores de Massachusetts e Califórnia decidirão se descriminalizam o consumo de maconha, e em Washington se votará sobre o direito à eutanásia.

Nem todas as decisões causam fortes discussões entre o eleitorado. Os moradores da Califórnia votarão sobre uma emenda à Constituição estadual para dar espaço vital mínimo aos animais. EFE mv/wr/jp

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