Americanos são condenados no Egito por adoção ilegal

Dois casais egípcios e americanos foram condenados a dois anos de prisão nesta quinta-feira no Cairo por tentar adotar ilegalmente crianças egípcias. Iris Botros e seu marido Louis Andros, foram presos ao tentarem sair do país com gêmeos recém-nascidos, oferecidos por um orfanato cristão do Cairo.

BBC Brasil |

Outro casal, Suzan Hagoulf e seu marido Medhat Metyas, também foi condenado, junto com funcionários do mesmo orfanato. Eles haviam "adotado" órfãos da instituição há mais de um ano.

A adoção ilegal do primeiro casal - Iris e Louis - foi identifica primeiramente por funcinários da embaixada americana no país, que suspeitaram da versão da história contada pelos dois ao tentarem tirar o passaporte para as crianças.

Iris, que possui também nacionalidade egípcia, acabou admitindo não ser a mãe biológica dos bebês ao ser informada de que teria que fazer um teste de DNA. O casal foi preso por tráfico de crianças.

Durante o julgamento, tornou-se público que o orfanato, administrado pela Igreja Cóptica, forneceu documentos falsos que diziam que Iris havia dado a luz aos gêmeos. O casal teria doado US$ 4,5 mil ao orfanato.

O outro casal, Suzan Hagoulf, de dupla cidadania, americana e egípcia, e seu marido egípcio Medhat Metyas, adotaram uma criança há um ano no mesmo orfanato e receberam sentença de dois anos.

Três funcionários do orfanato, entre eles uma freira, foram sentenciados a cinco anos de prisão.

Parentes dos casais disseram que eles não tinham consciência de que estavam agindo de forma incorreta e que perguntavam repetidamente se o que faziam estava dentro da lei.

Debate
Correspondentes dizem que o caso evidencia as complicações do sistema de adoção no Egito, baseado na lei islâmica.

O casal que deseja adotar precisa ser egípcio, o nome da criança não pode ser mudado e a criança não pode ser tirada do país.

Mas as leis são menos claras quando se referem à comunidade cóptica, uma minoria cristã.

No passado, as autoridades não eram tão severas com casos do gênero, mas este episódio está sendo usado para mostrar que o governo tenta coibir o tráfico infantil.

O caso iniciou um debate no país e um parlamentar fez um pedido para que o país faça uma reavalição das leis de adoção em vigor.

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