Miami, 12 mar (EFE).- Os três americanos sequestrados em 2003 pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e resgatados no ano passado receberam hoje em Miami a Medalha da Defesa da Liberdade, e, durante a homenagem, pediram que os reféns que continuam em poder dos rebeldes não sejam esquecidos.

"Não esqueçam das pessoas que ainda estão lá" na selva, privados de sua liberdade, disse Tom Howes, um dos três americanos homenageados.

Numa cerimônia comovente, o chefe do Comando Sul das Forças Armadas americanas, o almirante James Stavridis, impôs a Medalha Defesa da Liberdade aos três ex-reféns, um dos quais não conseguiu conter as lágrimas ao falar da experiência.

O trio foi resgatado em 2 de julho do ano passado pelo Exército colombiano na chamada "Operação Xeque".

Junto com Howes, estavam na cerimônia seus companheiros de cativeiro Keith Stansell e Marc Gonsalves.

"Nossas orações pessoais estão com aqueles que continuam sendo feitos reféns", declararam.

As Farc, disseram, "são terroristas e todo mundo sabe disso, embora alguns tenham medo de dizer".

"Eles não são revolucionários, mas assassinos, narcotraficantes e chantagistas (...). Um câncer que precisa ser extirpado", acrescentaram.

Na cerimônia, Stavridis lembrou o americano Thomas Janis e o sargento do Exército colombiano Luis Alcidez Cruz, que foram mortos pelas Farc quando a aeronave na qual o grupo viajava teve que fazer um pouso de emergência, caindo em mãos da guerrilha. EFE emi/sc

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