Americanos questionam imparcialidade da imprensa na cobertura das eleições

Washington, 21 jul (EFE).- A agitação midiático gerada pela viagem ao Oriente Médio e à Europa do candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou a abrir o debate sobre a imparcialidade da cobertura eleitoral.

EFE |

Ao contrário do candidato republicano à Casa Branca, John McCain, - cuja última visita ao Iraque em março passado passou desapercebida pela imprensa - , Obama arrastou com ele a nata do jornalismo americano.

Brian Williams, apresentador do noticiário noturno de maior audiência da rede de televisão "NBC", anunciou a chegada ao Iraque de McCain do seu estúdio em Nova York, dedicando apenas duas breves frases ao assunto.

Porém, tem outros planos para o outro candidato. Com a proximidade das eleições e intensificação do debate político, Williams vai à Europa para cobrir ao vivo a escala de Obama na Alemanha.

A "ABC" e a "CBS", as outras duas grandes cadeias de TV americanas, também não pouparão esforços e deslocarão seus apresentadores mais famosos para Israel e Jordânia esta semana.

O extraordinário desdobramento atraiu críticas e suscitou dúvidas sobre o tratamento aparentemente desigual da imprensa aos dois candidatos.

Mark Preston, editor político da "CNN", justifica a cobertura da viagem de Obama afirmando que o senador está atrás nas pesquisas em temas de política externa em relação a MacCain e o mundo está curioso para saber como ele se comporta no exterior.

"O que McCain fizer nessas viagens não é nada extraordinário", diz Preston em um vídeo que aparece no site da "CNN", que lembra que o senador republicano esteve no Iraque sete ou oito vezes e está há várias décadas no Congresso.

A equipe de campanha do senador pelo Arizona tentou minimizar ao máximo o assunto.

"Os americanos elegerão o próximo presidente se baseando em sua experiência e quem está melhor preparado para ser comandante-em-chefe", disse à Agência Efe Hessy Fernandez, porta-voz do Partido Republicano.

"Não é produtivo para nós nos preocuparmos sobre como a imprensa favorece o senador Obama", acrescentou Fernandez. EFE tb/bm/rr

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