Americanos pegaram gripe suína sem ir ao México, diz Organização Mundial de Saúde

GENEBRA - A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que alguns dos estudantes de uma escola de Nova York que apresentaram sintomas da gripe suína não visitaram o México, e, sim, pegaram o vírus de colegas que tinham feito a viagem. O dado é significativo porque sugere que a gripe suína pode ser transmitida por pessoas em diferentes países.

Redação com AP |


O diretor-geral assistente da OMS, Keiji Fukuda, disse que a organização ainda está monitorando os casos. Segundo ele, a situação encontrada na escola nova-iorquina, na qual 28 casos foram registrados, é "um pouco diferente de epidemias que ocorrem em instituições e comunidades maiores, como vilas e cidades".

A agência afirmou ter confirmado 79 casos de gripe suína em todo o mundo, sem precisar o número de mortos, e disse que a maioria dos infectados pegou a doença no México.

Fukuda disse ainda que a evolução do surto de gripe suína para pandemia não é inevitável, mas que os países devem se preparar para o pior. "Os países devem aproveitar a oportunidade para se preparar para uma pandemia", afirmou Fukuda.

Segundo o diretor-geral-assistente interino, a OMS está se concentrando nas necessidades dos países em desenvolvimento para combater a doença. "Eles são realmente atingidos de forma desproporcionalmente dura", afirmou.

A nova forma de vírus H1N1 pode ter matado até 152 pessoas no México e se espalhou para outros países do mundo na terça-feira, aumentando a possibilidade de pandemia e afetando os mercados financeiros.

Alerta elevado

A Organização Mundial da Saúde elevou para 4 o nível de alerta contra pandemias (numa escala de 1 a 6), e os mercados financeiros globais despencam pelo segundo dia consecutivo na terça-feira, refletindo os temores de que a doença afete os frágeis indicadores de recuperação econômica.

Um dos mistérios do atual surto é por que os casos fora do México são relativamente benignos. A OMS diz que a transmissão está sendo entre humanos e desaconselhou viagens não-essenciais a locais onde há focos da doença. A entidade, no entanto, disse que não havia necessidade de restrições às viagens e interdição de fronteiras.

Grã-Bretanha, França, Alemanha e Estados Unidos alertaram seus cidadãos a não irem ao México, que tem no turismo a sua terceira maior fonte de divisas. O Japão aconselhou cidadãos que estejam no México a voltarem logo, argumentando que depois poderia ficar difícil sair e que pode não haver atendimento médico adequado no país.

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