Americanos libertados já deixaram a Colômbia, confirma Governo

Bogotá, 2 jul (EFE).- Os três prestadores de serviços americanos libertados hoje pelo Exército colombiano junto com outras 12 pessoas, após mais de cinco anos de seqüestro, já saíram da Colômbia, confirmou Bogotá.

EFE |

O ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, informou sobre a saída rumo aos EUA dos americanos Thomas Howes, Keith Stansell e Marc Gonsalves.

"Neste momento já estão voando a seu país", expressou Santos à imprensa.

Minutos antes, vários meios de comunicação tinham estranhado a ausência dos estrangeiros dentro do grupo libertado que havia chegado ao aeroporto militar de Bogotá.

Os três norte-americanos, seqüestrados em 13 de fevereiro de 2003, quando as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) derrubaram o pequeno avião no qual viajavam pelas selvas do departamento (estado) do Caquetá (sudoeste), não estavam entre os reféns libertados que desceram de um avião no aeroporto de Bogotá.

De uma escada acoplada à aeronave, o avião do presidente Álvaro Uribe, desceram no aeroporto militar da capital colombiana a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt e 11 oficiais da Polícia e do Exército.

As 15 pessoas libertadas hoje foram resgatadas nos departamentos selváticos do Guaviare (sul) e de Vaupés (sudeste).

Nem Betancourt, que agradeceu "a impecável operação" às Forças Armadas, nem o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, que dirigiu a operação, tinham mencionado o destino dos três americanos até esse momento.

Uma fonte governamental consultada pela Agência Efe disse que um avião militar dos EUA chegou em questão de horas a partir de uma base situada em um país próximo para recolher aos americanos e trasladá-los a seu país, após a divulgação de suas libertações.

Stansell, Gonsalves e o piloto Howes trabalhavam para a Califórnia Microwave Systems, empresa contratada pelo Departamento de Defesa dos EUA para recolher informações sobre plantações de droga, mas as Farc os acusaram de ser espiões da CIA (agência de inteligência americana).

Os guerrilheiros assassinaram no mesmo dia o americano Thomas Janis e o sargento colombiano Luis Alcides Cruz, que viajavam na aeronave e aparentemente tentaram fugir.

Desde então, fotografias com os rostos dos três norte-americanos adornavam a entrada da Embaixada dos EUA em Bogotá, com a legenda: "Confiamos em um breve retorno para casa".

Em 2004, foi divulgado um vídeo no qual os três norte-americanos apareciam em um acampamento na selva vestidos com uniformes de camuflagem e enviavam saudações a seus parentes, alguns dos quais viajaram à Colômbia.

Em agosto de 2005, um tribunal de Washington exigiu dos chefes das Farc, por meio de avisos em vários jornais colombianos, que comparecessem a um julgamento pelo seqüestro dos três americanos.

EFE gta/fr

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