Víctor Martín. Nova York, 11 set (EFE) - Nova York lembrou hoje o sétimo aniversário dos atentados de 11 de Setembro e, assim como outros muitos lugares dos Estados Unidos, prestou homenagem às quase três mil vítimas dos ataques em atos que contaram com participação de candidatos presidenciais Barack Obama e John McCain. Os dois foram ao Marco Zero após uma cerimônia na qual familiares e estudantes, representando mais de 90 países que perderam cidadãos no atentado, leram os nomes dos 2.751 mortos no ataque ao World Trade Center.

Obama e McCain não participaram da cerimônia matinal de Nova York para manter o caráter apolítico dos atos.

Ambos manifestaram seu desejo de ir hoje juntos ao Marco Zero, deixando a política de lado, a fim de honrar às vítimas e apoiar os familiares, e também em sinal de gratidão aos que participaram dos trabalhos de resgate.

Esses mesmos sentimentos foram compartilhados por muitos americanos, que ontem e hoje participam em grande número de atos em lembrança daquela tragédia.

Entre as cerimônias, está a inauguração de um memorial em homenagem às 184 pessoas que morreram quando um dos aviões seqüestrados pelos terroristas se chocou contra o Pentágono, em Washington.

O presidente americano, George W, Bush, disse na inauguração do memorial que o 11 de Setembro de 2001 "foi um dos piores dias" da história dos EUA, porém em que, segundo ele, se viu também "alguns dos atos mais valentes" no país.

Bush e o vice-presidente Dick Cheney, com suas respectivas esposas, fizeram na Casa Branca um minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos atentados, que em Shanksville, na Pensilvânia, mataram outras 40 pessoas, após a queda de mais dois aviões também seqüestrados.

Além disso, membros do Congresso americano em Washington fizeram uma pausa em seus trabalhos por volta do meio-dia e lembraram em silêncio as vítimas.

Assim como nos anos anteriores, os nova-iorquinos também fizeram silêncio às 8h46 local (9h46 de Brasília) e às 9h03 local (10h03 de Brasília), momentos em que os dois aviões seqüestrados atingiram as torres.

A leitura de nomes dos mortos foi interrompida em outras duas ocasiões, que marcavam os momentos em que caíram os dois edifícios.

Familiares não contiveram a emoção ao serem pronunciados os nomes de seus parentes mortos. Alguns expressaram mensagens de carinho aos parentes mortos antes de deixar a tribuna onde faziam a leitura dos nomes.

Todos eles puderam, a exemplo do ano passado, descer até o subsolo onde está sendo construído o novo WTC, o que foi especialmente reivindicado por ser considerado um espaço "sagrado".

Os parentes, muitos deles levando fotos das vítimas, também depositaram flores no local.

Na cerimônia, realizada mais uma vez no parque Zucotti, próximo ao Marco Zero, estiveram presentes o secretário de Segurança Nacional americano, Michael Chertoff, o governador e o ex-governador de Nova York, David Paterson e George Pataki, respectivamente, e o governador de Nova Jersey, Jon Corzine.

O prefeito e o ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e Rudolph Giuliani, respectivamente, também compareceram.

Ao anoitecer, dois fortes feixes de luz iluminarão por mais um ano a noite nova-iorquina, em homenagem aos mortos e aos que trabalharam nos resgates.

Tal tributo continuará até o amanhecer de sexta-feira e se somará aos rendidos por outros edifícios da cidade, como o Empire State Building, que esta noite será iluminado com as cores da bandeira americana. EFE vm/rb/rr

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