Americanos identificam novo caso de partenogênese entre tubarões

Pesquisadores americanos detectaram um segundo caso de partenogênese entre tubarões em cativeiro nos Estados Unidos, revela um artigo no último número do Journal of Fish Biology, publicado neste final de semana.

AFP |

Essa descoberta confirmaria a capacidade de apomixia das fêmeas de tubarão, destaca o estudo dirigido por Dermian Chapman, biólogo especializado em tubarões do Instituto de Ciências para a Proteção dos Oceanos, da Universidade de Nova York, em Stony Brook.

Chapman, principal autor do trabalho, demonstrou por meio de análise de DNA que a cria de Tidbit, uma fêmea de tubarão-galha-preta, não contou com material genético de um macho. Tidbit, encontrada no oceano pouco depois de seu nascimento, vive há oito anos no aquário de Norfolk Canyon, na Virgínia, sem qualquer contato com tubarões machos.

Em maio de 2007, outro caso de partenogênese em tubarões foi observado por uma equipe integrada por Chapman, em uma fêmea de tubarão-martelo, no aquário do zoológico de Omaha, em Nebraska.

"Agora, está claro que a partenogênese ocorre em várias espécies de tubarões", destacou Chapman. "O primeiro caso, em maio de 2007, não foi uma casualidade e é absolutamente possível que esse seja um fenômeno comum a várias espécies de tubarão".

Nos dois casos, as fêmeas tiveram apenas uma cria, contra vários filhotes na reprodução normal.

js/LR/tt

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