Americanos fazem fila para votar em eleições históricas

Os eleitores americanos fizeram fila nesta terça-feira para escolher o 44º presidente americano, que vai suceder George W. Bush na Casa Branca.

BBC Brasil |

De acordo com a correspondente da BBC em Washington Kim Ghattas, antes mesmo de as urnas serem abertas, às 6h (9h no horário de Brasília), já havia filas dobrando quarteirões em cidades como Nova York e Filadélfia.

Os dois principais candidatos à Casa Branca, o democrata Barak Obama e o republicano Jonh McCain, já compareceram às urnas.

Obama votou pela manhã, acompanhado da família, em Chicago, no Estado de Illinois, pelo qual é senador. McCain e a mulher, Cindy, votaram em Phoenix, no Arizona.

A companheira de chapa de McCain, Sarah Palin, votou em sua cidade, Wasilla, no Alasca, e disse que pretende acordar na manhã de quarta-feira como vice-presidente eleita dos Estados Unidos.

Votação recorde
Autoridades eleitorais esperam o comparecimento de mais de 130 milhões de eleitores, no que seria a maior participação desde 1960. Cerca de 29 milhões já votaram antecipadamente.

Os primeiros Estados a encerrar a votação deverão ser Indiana, Kentucky e New Hampshire, às 21h (horário de Brasília). No Alasca, algumas urnas ficarão abertas até as 4h de quarta-feira (horário de Brasília).

Os dois candidatos deverão aguardar os resultados nos Estados que representam no Senado (Obama em Illinois, McCain no Arizona).

A cidade de Dixville Notch, em New Hampshire, que há 60 anos é a primeira do país a votar, abriu suas urnas à meia-noite e registrou comparecimento de 100% dos eleitores. Na apuração, Obama venceu McCain por 15 votos a seis.

George W. Bush foi vitorioso em Dixville Notch em 2004, quando acabou se reelegendo presidente dos Estados Unidos.

Estados em disputa
A maioria das pesquisas dá a Obama a liderança e indica que ele pode ganhar em Estados cruciais, como Ohio e Pensilvânia.

A última pesquisa da CNN/Opinion Research Corporation sugere que McCain está sete pontos atrás de Obama.

A pesquisa Reuters/C-Span/Zogby divulgada nesta terça-feira coloca Obama 11 pontos à frente de McCain, com 54% contra 43%.

As pesquisas indicam que a disputa está mais acirrada em seis Estados: Flórida, Indiana, Missouri, Carolina do Norte, Nevada e Ohio.

Os dois candidatos mobilizaram milhares de voluntários para fazer chamadas telefônicas, distribuir propaganda e fazer campanha de porta em porta.

Racismo e novos eleitores
Além de votar para presidente, os americanos vão votar em novos congressistas e, em alguns Estados, escolher um novo governador e opinar em referendos.

Para ser eleito, um candidato precisará obter nesta terça-feira o "número mágico" de pelo menos 270 dos 538 delegados do colégio eleitoral. A cada vitória estadual, os delegados são distribuídos ao candidato que obtiver mais votos.

Embora as pesquisas apontem o favoritismo de Obama, muitos fatores poderiam explicar uma surpresa republicana nesta terça-feira.

Entre eles está o fato de Obama ser negro e se isso influenciará os eleitores; se os milhares de novos eleitores registrados irão de fato comparecer às urnas; e o "efeito Palin" - se a vice de McCain, Sarah Palin, vai empolgar ou afastar o eleitorado.

Segundo o instituto Centre for Responsive Politics, a campanha presidencial deste ano foi a mais cara da história dos Estados Unidos, com um custo calculado em US$ 2,4 bilhões.

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