Americanos expulsos da China criticam Pequim

Os oito americanos expulsos da China, por causa de seu manifesto pró-Tibete, chegaram a Nova York, nesta segunda-feira, e acusaram Pequim de não ter mantido suas promessas durante os Jogos Olímpicos.

AFP |

"Eles não fizeram o que prometeram durante os Jogos, em termos de liberdade de expressão, acesso à imprensa e à Internet, assim como a possibilidade de organizar protestos pacíficos", disse o cineasta nova-iorquino independente Tom Grant, de 39.

Segundo Grant, que se apresentou à imprensa, junto com os outros sete expulsos, na frente da prefeitura de Nova York, no sul de Manhattan, "chegou a hora de salvar o Tibete".

"Esse é o momento de que o Tibete precisava, com essa atenção mundial que pode permitir obter uma mudança real com a preservação de sua cultura e de sua língua, assim como o respeito dos direitos e da dignidade humanos", acrescentou Grant.

Ele garantiu que foram "bem tratados" pelas autoridades chinesas.

Já o artista nova-iorquino James Powderly, de 32, apresentou uma outra versão do tratamento recebido. "Uma mistura de civilidade e tortura clássica, sobretudo, a privação do sono e a negação do acesso à água potável", relatou.

Os oito americanos foram expulsos da China no domingo, no momento das cerimônias de encerramento dos Jogos.

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