Americanos detidos no Irã têm ligação com revolta, diz deputado

Teerã, 10 ago (EFE).- Um parlamentar conservador iraniano disse hoje que a entrada ilegal no Irã de três cidadãos americanos que aparentemente faziam caminhada e se perderam no Curdistão iraquiano está vinculada aos protestos que ocorreram no país após as eleições presidenciais.

EFE |

Em declarações divulgadas pela agência de notícias local "Irna", o deputado Mohamad Karamirad se pergunta o que buscavam no Irã e por que não tinham pedido visto.

"Sua entrada ilegal não pode ser desvinculada dos distúrbios pós-eleitorais", disse.

O ministro de Assuntos Exteriores iraquiano, Hoshyar Zebari, confirmou hoje a detenção, mas pediu ao Irã que liberte os três americanos, já que, na sua opinião, são apenas turistas perdidos.

"Entraram no país sem conhecer o terreno. Caminhavam sem mapas, não achamos que seja algo grave", disse o chefe da diplomacia iraquiana, citado hoje pela televisão iraniana "PressTV".

Sarah Shourd, de 30 anos, Joshua Fattal e Shane Bauer, ambos de 27 anos, foram detidos em 31 de agosto, quando aparentemente praticavam trilha em uma área montanhosa do Curdistão iraquiano, no limite com o Irã.

Segundo fontes de segurança curdas, eles foram advertidos de que a fronteira com o Irã estava muito próxima e que não a cruzassem.

EFE msh-jm/an

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