Americanos decifram mecanismo que gera aurora boreal e austral

Washington, 24 jul (EFE).- Cientistas americanos afirmam ter decifrado o mecanismo que gera as tempestades cósmicas que causam as auroras boreal e austral e desordenam as operações dos satélites, as redes de abastecimento elétrica e os sistemas de comunicações, segundo um relatório divulgado hoje pela revista Science.

EFE |

Além disso, esses fenômenos, também chamados de subtempestades, foram nas últimas décadas uma preocupação permanente para a segurança dos astronautas.

Segundo Vassilis Angelopoulos, professor de ciências da Terra e do Espaço da Universidade da Califórnia, existem duas teorias que tentam explicar a origem das tempestades.

Uma delas diz que o mecanismo desencadeador surge relativamente perto da Terra.

Trata-se da acumulação de grandes correntes de íons carregados e elétrons ou plasma que são liberadas por uma explosiva instabilidade.

A segunda assinala que o mecanismo está mais longe e o processo é diferente.

Quando duas linhas de campo magnético se aproximam devido à carga energética do sol, se chega a um limite crítico em que as linhas se reconectam e transformam a energia magnética em cinética e calor.

Essa energia é liberada e produz uma aceleração dos elétrons do plasma, de acordo com a explicação dos cientistas.

Segundo Angelopoulos, pesquisador do Projeto Themis financiado pela Nasa (agência espacial americana), sua pesquisa determinou que a segunda teoria é a correta.

"Nossos dados demonstram claramente e pela primeira vez que a reconexão magnética" é o fator desencadeante das tempestades cósmicas.

Themis corresponde à sigla em inglês de "História Cronológica de Eventos e Interações em Macroescala de Subtempestades".

O cientista afirma que sua pesquisa obedeceu a necessidade de prever quando ocorrem essas tempestades "para que os astronautas entrem em suas naves" e "possam desligar os sistemas dos satélites para que não sejam danificados". EFE ojl/bm/rr

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