Americanos criam microprocessador que utiliza 30 mil vezes menos energia

Washington, 14 jun (EFE).- Engenheiros da Universidade de Michigan desenvolveram um microprocessador que utiliza 30 mil vezes menos energia em espera e dez vezes menos quando em atividade que os demais microprocessadores.

EFE |

O processador, chamado de Phoenix por seus criadores, estabeleceu uma nova marca de baixo consumo de energia e foi feito para ser usado em implantes médicos, controles de ambientes e equipes de vigilância.

Na teoria, a energia armazenada em uma bateria para relógio seria suficiente para manter o Phoenix em operação por 263 anos.

O projeto foi dirigido por Scott Hanson, estudante de doutorado no Departamento de Engenharia Elétrica e Ciência de Computadores, que apresentará o desenho em 20 de junho no Simpósio do Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos sobre Circuitos.

De acordo com a Universidade de Michigan, o Phoenix mede um milímetro quadrado, mesmo tamanho de sua bateria e é isto que diferencia a criação.

"Em muitos casos as baterias são muito maiores que os processadores que alimentam de energia e isto expande drasticamente o tamanho e o custo do sistema inteiro", disse David Blaauw, professor no Departamento de Engenharia Elétrica e Ciência de Computadores.

"Por exemplo, a bateria em um computador portátil é quase cinco mil vezes maior que o processador e fornece só poucas horas de energia", explicou.

"O consumo baixo nos permite reduzir o tamanho da bateria e, em conseqüência, o tamanho de todo o sistema", disse Blaauw.

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Michigan está testando o Phoenix em um sensor biomédico que controla a pressão ocular em pacientes com glaucoma.

A Universidade indicou que os engenheiros acreditam que processadores como este também poderiam se dispersar sobre uma área para criar uma rede invisível de sensores que vigie a água e o ar ou que detectem movimentos.

Outro uso possível é a mistura dos microprocessadores no concreto para ter informação sobre a integridade estrutural dos edifícios e pontes novas.

Para chegar a esse baixíssimo consumo de energia, os engenheiros do Phoenix se concentraram no modo de espera, que é a forma como os sensores passam mais de 99% de sua vida útil. EFE jab/rr

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