Americano sequestrado por piratas somalis é libertado

O capitão do navio cargueiro americano que havia sido sequestrado por piratas da Somália foi libertado neste domigo, de acordo com o a Marinha dos Estados Unidos. Richard Phillips foi mantido em um bote salva-vidas por cinco dias.

Redação com agências internacionais |

AP
O capitão Richard Phillips (à direita) aperta as mãos do comandante David Fowler após ser resgatado

O capitão Richard Phillips (à direita) aperta as mãos
do comandante David Fowler após ser resgatado

Ele foi sequestrado na quarta-feira após seu navio, o Alabama Maersk, ter sido brevemente invadido pelos piratas na Costa da Somália.

Phillips se ofereceu aos piratas em troca da libertação de sua tripulação. Na sexta-feira, ele tentou escapar nadando, mas foi recapturado.

Três piratas foram mortos na operação de resgate. Phillips não se feriu e está à bordo de um navio militar americano.

O presidente da empresa dona do navio, a Maersk, agradeceu a Marinha, o FBI e outros que ajudaram no resgate.

"Nos juntamos à família de Richard, sua tripulação e colegas em terra que celebram essa notícia maravilhosa" disse ele em um comunicado."Estamos ansiosos para recebê-lo em casa nos próximos dias."

Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também comemorou a libertação do capitão Richard Phillips. "Compartilho a admiração do país pela coragem do capitão Phillips e a preocupação com sua tripulação", afirmou, em comunicado.

Obama afirmou que os EUA continuam decididos a frear o aumento da pirataria no Chifre da África e destacou que é preciso assegurar que aqueles que cometem tais atos sejam punidos por seus crimes.

O presidente americano deu a autorização para a Marinha "tomar ações decisivas", se a vida de Phillips estivesse correndo risco, disse o vice-almirante Bill Gortney à imprensa.

"Nossas ordens vieram diretamente do presidente", frisou Bill Gortney, chefe do Comando Central das Forças Navais americanas, sem especificar a que grupo pertenciam os franco-atiradores.

"O comandante no terreno pensou que o capitão se encontrava em perigo iminente e tomou a decisão (de atirar). Ele tinha segundos para fazê-lo", afirmou Gortney.

* Com BBC e EFE

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