Americano que colaborou com Al Qaeda é filho de latinos

Nova York, 23 jul (EFE).- O americano que participou de ataques contra uma base do Exército de seu país no Afeganistão e que deu à Al Qaeda informação sobre o sistema do metrô de Nova York é filho de um peruano e de uma argentina, informou hoje o New York Post.

EFE |

Bryant Neal Viñas, acusado por um tribunal de Nova York de colaborar ativamente com o grupo terrorista Al Qaeda, com o qual treinou no Paquistão, se converteu ao Islã em 2006 e ia com frequência a uma mesquita nova-iorquina, onde era o único latino que assistia aos atos religiosos.

"Partiu meu coração. Este não é meu filho e espero não voltar a vê-lo", disse ao jornal nova-iorquino a mãe do acusado, a argentina María Viñas, que não morava com seu filho desde que, há nove anos, se divorciou de seu marido, o imigrante peruano Juan Viñas.

A mãe de Bryant, conhecido na organização terrorista com o nome de "Ibrahim", reconheceu que não via o filho há vários anos, mas definiu o jovem, de 26 anos, como "um menino maravilhoso".

"Meu marido era muito religioso. Obviamente, destruiu meu filho", disse María, que reconheceu que Bryant era um católico devoto e muito ativo na comunidade religiosa da área onde morava, até que, há três anos, se converteu à fé islâmica e começou a ir à mesquita entre quatro e cinco vezes por semana.

A identidade do jovem foi revelada ontem pelas autoridades judiciais nova-iorquinas, que divulgaram os documentos nos quais ele é acusado de três crimes por pertencer e colaborar com um grupo terrorista, assim como tentativa de assassinato de cidadãos americanos.

Segundo os documentos, Bryant ofereceu "assessoria e assistência especializada sobre o sistema de transportes de Nova York, assim como equipamento de comunicações, além de pessoal, à Al Qaeda".

Essa é a informação que o acusado prestou à organização terrorista sobre a rede viária suburbana de Nova York, assim como dos trens do sistema de Long Island Rail Road, algo que reconheceu após sua captura e que colocou em alerta as autoridades nova-iorquinas em novembro do ano passado, diante de um possível ataque terrorista.

Bryant também é acusado de participar, junto com outras pessoas não identificadas, de um ataque com foguetes contra uma base do Exército dos Estados Unidos no Afeganistão em setembro do ano passado, e de ter tentado realizar outro do mesmo tipo pouco tempo antes.

A Procuradoria de Nova York também o acusa de receber treinamento desse grupo terrorista islâmico entre março e agosto de 2008.

O acusado também é uma das testemunhas-chave de duas causas abertas na França e na Bélgica contra vários indivíduos que também foram treinados pela Al Qaeda. EFE dvg/an

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