Um homem que sofreu abuso sexual na infância nas mãos de uma freira que dirigia uma escola católica em Milwaukee, nos Estados Unidos, entrou com um processo contra a mulher e sua ordem religiosa. Gerald Kobs alega que a ordem Sisters of Mercy (Irmãs de Misericórdia) sabia que a freira, Norma Giannini, tinha abusado de um menino dois anos antes em uma outra escola, em Chicago, onde ela tinha trabalhado.

O abuso na escola Saint Patrick, em Milwaukee, ocorreu na década de 60. Giannini, hoje com 80 anos, cumpriu pena de um ano de cadeia recentemente e foi libertada no mês passado. Ela não contestou as acusações apresentadas por suas vítimas.

Gerald Kobs, um dos acusadores de Giannini naquele processo, agora pleiteia uma indenização.

O processo não estabelece um montante específico, mas outras vítimas de abuso sexual receberam US$ 500 mil ou mais em casos do tipo, de acordo com o website Today'sTMJ4, de Milwaukee.

Documentos do julgamento em que Giannini foi considerada culpada dizem que um menino que teria sofrido abuso cometeu suicídio e um outro acabou preso por crime sexual, de acordo com o Journal Sentinel, de Milwaukee.

Segundo a reportagem, Kobs, hoje com 56 anos, diz que ainda acorda à noite com pesadelos envolvendo a freira. Ele sofre de enxaquecas que, afirma, tinha desde quando frequentava a escola e atribui responsabilidade ao abuso praticado por Giannini.

O website WISN, dos EUA, diz que a diretora da ordem Sisters of Mercy disse ao canal 12 News: "A Sisters of Mercy não recebeu nenhum documento e não tem conhecimento desta ação judicial ou da queixa. Nós continuamos a cooperar nesta questão."

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