Americano é morto em ataque a prédio da CIA em Cabul

Afegão contratado pelos EUA atirou contra dois homens em edifício anexo à embaixada americana na capital afegã

iG São Paulo |

Um americano morreu e outro ficou ferido em um ataque a um escritório da CIA (agência de inteligência dos EUA) em Cabul, capital do Afeganistão. O autor do atentado foi um afegão contratado pelo governo americano para trabalhar no local, segundo informou a Embaixada dos EUA em Cabul nesta segunda-feira.

Por volta das 20h de domingo (horário local), tiros foram ouvidos no prédio que já abrigou o hotel Ariana e hoje funciona como um anexo à embaixada americana.

O edifício tem forte esquema de segurança e está há poucas quadras do palácio presidencial afegão.

Segundo a Embaixada dos EUA em Cabul, o funcionário afegão atirou contra dois cidadãos americanos antes de ser morto. “O motivo do ataque ainda está sendo investigado”, afirmou a embaixada, em comunicado.

O funcionário afegão não tinha permissão para carregar armas e ainda não está claro como ele conseguiu entrar com um revólver no complexo. A embaixada americana não deu informações sobre o americano morto no ataque e disse que o homem ferido foi levado a um hospital militar. Os ferimentos não são graves.

Ataque à embaixada

O ataque deste domingo acontece menos de duas semanas após militantes terem atirado e lançado granadas contra o prédio da Otan e a Embaixada dos EUA em Cabul. Nenhum americano foi morto na ocasião, mas o atentado piorou ainda mais as relações entre os EUA e o Paquistão.

Na quinta-feira, o chefe do Estado-Maior Conjunto americano, almirante Mike Mullen, acusou a agência de inteligência paquistanesa de apoiar o grupo Haqqani no ataque à embaixada. "A rede Haqqani atua como um genuíno braço da Agência de Inteligência do Paquistão (ISI, na sigla em inglês)", disse a autoridade militar mais graduada dos EUA perante a Comissão de Serviços Armados do Senado.

Em resposta às acusações, autoridades paquistanesas alertaram que podem deixar de ser aliados dos EUA. O primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gilani, afirmou que os países precisam um do outro – o Paquistão da ajuda financeira americana e os EUA da colaboração do aliado na luta contra o terror.
“Eles não podem viver com a gente, mas não podem viver sem a gente”, afirmou Gilani. “E se não podem viver sem a gente, deveriam melhorar a relação para acabar com mal entendidos.”

“Qualquer coisa que é dita em público para recriminar e humilhar um parceiro é inaceitável. Comunicamos a Washington que eles podem perder um aliado”, afirmou a ministra paquistanesa das Relações Exteriores, Hina Rabbani Khard. “Eles não podem alienar o Paquistão.”

Com EFE, AFP e AP

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