Americano de 16 anos assume ter matado pais e irmãos a tiros

Washington, 27 out (EFE).- Nicholas Browning, um adolescente de 16 anos, se declarou hoje culpado de ter atirado em seus pais e em seus dois irmãos menores em fevereiro, no estado americano de Maryland.

EFE |

Segundo o jovem, ele matou a família enquanto dormia e depois voltou para casa de um amigo para jogar videogame.

Browning chorou perante o tribunal quando os promotores descreveram o delito, segundo a imprensa local, e se declarou culpado de quatro acusações de assassinato em primeiro grau pela morte de seu pai, John W. Browning, de 45 anos; sua mãe Tamara (44); e seus irmãos Gregory (14) e Benjamin (11).

Em troca de sua confissão, em vez de pedir prisão perpétua sem direito à liberdade condicional, os promotores solicitarão um máximo de duas penas máximas consecutivas ou concorrentes, o que permitirá a Browning ter liberdade condicional após cumprir pelo menos 50 anos de prisão, segundo as normas de Maryland.

O adolescente estava prestes a completar 16 anos quando cometeu o assassinato e, por essa razão, é jovem demais para enfrentar a pena de morte.

Segundo uma declaração dos fatos lida perante o tribunal, Browning voltou para casa à meia-noite, após ter ido à residência de um amigo jogar videogame, e atirou em seus pais e irmãos na cabeça enquanto dormiam. Depois, retornou para seguir com seu jogo, como se não tivesse acontecido nada.

No dia seguinte, Browning e seus amigos foram a um centro comercial e de lá ele fez várias ligações para casa dizendo que amava os pais.

O jovem mais tarde confessou os assassinatos e disse à Polícia onde tinha escondido a arma do crime.

Durante a audiência de hoje, o promotor perguntou a Browning se ele tinha sido coagido para se declarar culpado, e o jovem respondeu que não.

Já a defesa incluiu o testemunho de Neil H. Blumber, psiquiatra legista, que assinalou que o jovem tinha alterações na percepção dos fatos da noite do assassinato.

O psiquiatra também declarou que alguns parentes e amigos lhe tinham dito que os pais de Browning tinham abusado dele e que tinham problemas com o álcool.

No entanto, outro psiquiatra rejeitou as declarações e assegurou que não havia detectado que o adolescente tivesse qualquer problema derivado disso.

A sentença da condenação de Browning será dada no próximo dia 2 de dezembro. EFE elv/rr

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