Americano condenado em Mianmar por visitar Suu Kyi parte aos EUA

Bangcoc, 19 ago (EFE).- O americano John Yettaw, condenado este mês em Mianmar (antiga Birmânia) a sete anos de prisão por ter violado as condições da prisão domiciliar da líder opositora birmanesa e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, partiu hoje de Bangcoc - aonde chegou no domingo - aos Estados Unidos.

EFE |

Yettaw, de 54 anos e natural do Missouri, foi ao portão de embarque do aeroporto Suvarnabhumi de cadeira de rodas e acompanhado de uma enfermeira, para pegar um voo da United Airlines.

O ex-militar americano, que sofre de diabetes, epilepsia e asma, foi assistido pelos médicos desde que chegou a Tailândia com o senador democrata Jim Webb, presidente da Subcomissão de Relações Exteriores para Assuntos da Ásia Oriental e do Pacífico do Senado dos EUA.

Webb visitou Mianmar no fim de semana principalmente para conseguir a repatriação de Yettaw e, durante sua estadia de dois dias, se reuniu com o chefe da Junta Militar birmanesa, general Than Shwe, e depois com a opositora Suu Kyi.

O senador pela Virgínia, que está hoje no Vietnã, foi o representante de maior categoria de Washington a conseguir se reunir com Than Shwe.

Um porta-voz do Departamento de Estado americano indicou ontem que a repatriação de Yettaw não é um indício de que o regime birmanês tenha mudado, mas confirmou que a Casa Branca está revisando sua política em relação ao país.

Yettaw disse que foi em maio à casa de Suu Kyi para avisar à birmanesa que ela corria perigo, e disse que sabia disso porque teve uma premonição.

A visita do americano representou a Suu Kyi, por não denunciar Yettaw, mais 18 meses de prisão domiciliar, situação na qual passou 14 dos últimos 20 anos, e a impossibilidade de participar das eleições parlamentares que acontecerão em 2010. EFE grc/an

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