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Americana desenvolve máquina de ver portátil para cegos

Madri, 13 jan (EFE).- A cientista americana Elizabeth Goldring, deficiente visual, desenvolveu junto a sua equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) uma máquina de ver portátil que permitirá a pessoas com incapacidade visual visualizar imagens captadas por uma câmera ou originadas de um vídeo.

EFE |

O dispositivo, baseado nas tecnologias de tela de cristal líquido (LCD) e de Diodo Emissor de Luz (LED), será testado em pacientes com incapacidade visual e custará menos de US$ 500.

Após 20 anos de pesquisa, Goldring projetou um dispositivo portátil que permitirá a pessoas cegas apreciar imagens procedentes de vídeos, computadores e câmeras de fotos.

Tudo começou com uma visita da cientista ao oftalmologista, quando ela era completamente cega.

Para determinar se tinha alguma parte da retina não danificada, o especialista observou no interior de seus olhos com um oftalmoscópio de scanner a laser.

Com o instrumento, foi projetada uma imagem simples diretamente na retina, além das hemorragias no olho que contribuíram para sua cegueira, e Goldring conseguiu vê-la.

A partir dai, utilizou o aparelho, que custa quase US$ 100 mil, para outras experiências visuais, como ver o rosto de seu médico, por exemplo.

E foi então que ela se propôs a desenvolver uma máquina mais acessível e prática, conseguindo em 2006 uma primeira versão, custando menos de US$ 4 mil.

Agora, a americana terminou uma versão portátil "relativamente barata", porque, segundo ela, substitui o laser do ESL por uma fonte de luz de alta intensidade muito menos custosa, o LED.

A máquina tem 12,7 centímetros quadrados e é utilizada com um trípode flexível em cuja parte superior se instala uma câmera digital.

As imagens captadas pela câmera viajam para um LCD iluminado por LED e essa informação visual se concentra em um pequeníssimo ponto de luz projetado no olho.

Goldring testou com sucesso sua criação, mas agora é o momento de outras pessoas com problemas visuais fazerem o mesmo e demonstrarem finalmente sua eficácia. EFE vmg/rr

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