América Latina vira cabo de guerra entre Obama e McCain

Redação central, 16 out (EFE) - A América Latina virou tema de disputa entre os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o republicano John McCain e o democrata Barack Obama, com o primeiro acusando o último de nunca ter viajado ao sul da fronteira americana.

EFE |

Durante o debate na Universidade Hofstra, em Hempstead, McCain, no tópico sobre como os candidatos eliminariam a dependência dos Estados Unidos ao petróleo estrangeiro, resolveu desviar o assunto para os acordos de livre-comércio, destacando a rejeição do senador por Illinois do tratado com Bogotá.

McCain destacou que a Colômbia é um país que está lutando para "combater as drogas e libertou três americanos (em referência a Thomas Howes, Keith Stansell e Marc Gonsalvez, os três prestadores de serviço ao Pentágono que estavam em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)".

A Colômbia é o país que "nos ajudará a criar emprego nos EUA, porque nos permitirá vender, ali, nossos produtos sem ter de pagar, sem ter de desembolsar os trilhões de dólares que já pagamos".

O senador pelo Arizona afirmou que o acordo com a Colômbia ajudaria os EUA a economizar US$ 1 bilhão.

Além disso, em tom irônico, o republicano sugeriu que o democrata visitasse a Colômbia.

"Para apoiar o TLC com a Colômbia, não é preciso ser muito inteligente, mas talvez o senador Obama devesse viajar ali e visitar (Colômbia) e então talvez o entendesse um pouco melhor", disse McCain.

Já Obama respondeu alegando que não é contra acordos de livre-comércio, mas acusou a Colômbia de não oferecer proteção e de violar os direitos humanos dos trabalhadores, o que, em sua opinião, impede que apóie a assinatura do TLC.

"A história da Colômbia, atualmente, é que os líderes sindicais estão sendo alvo de assassinatos, de forma consistente, e os culpados não estão sendo perseguidos", disse Obama.

"Este é o motivo pelo qual, por exemplo, apoiei o TLC com o Peru, que está muito melhor estruturado", destacou.

McCain, de novo no ataque, acusou Obama de se opor "ao Tratado de Livre-Comércio com um de nossos melhores aliados na região, mas de querer se sentar para negociar sem condições prévias com (o presidente venezuelano) Hugo Chávez, o tipo que ajudou as Farc, a organização terrorista". EFE pgp/db

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