Se os Estados Unidos se afastarem da América Latina, essa região não vai esperar por nós, admitiu nesta terça-feira o chefe da diplomacia americana para América Latina, Thomas Shannon, ao intervir no capítulo regional do Fórum Econômico Mundial, no balneário mexicano de Cancún.

"Se nos afastarmos da América Latina, eles não vão esperar por nós e, pelo contrário, avançarão em outros relacionamentos", declarou Shannon, em um painel que tratou do "Panorama político das Américas em 2008".

Shannon destacou, nesse sentido, que os Estados Unidos "já não são o único interlocutor da América Latina" e, devido à globalização e às aberturas comerciais, a região diversificou seus vínculos com outros países, ou blocos.

Segundo o funcionário, a América Latina "notará a importância" do presidente americano, George W. Bush, porque ele "reconstruiu uma estrutura de compromisso com a região", sobretudo, por meio de acordos comerciais.

"O novo presidente dos Estados Unidos deverá compreender que o compromisso com esse hemisfério é algo permanente e sustentável", disse ele, com tradução simultânea para 500 pessoas, entre grandes empresários e funcionários.

Shannon destacou as "mudanças dinâmicas" na região, nos últimos anos, em relação à economia e ao fortalecimento da democracia, mas ressaltou que "não quero ser ingênuo, ainda existem muitos desafios".

Sete chefes de Estado, ou de Governo, da região participam do III encontro latino-americano do Fórum Econômico Mundial.

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