América Latina e UE conseguem chegar a um consenso em Declaração de Lima

Lima, 14 mai (EFE).- Os altos funcionários dos 60 países que formam a América Latina, o Caribe e a União Européia chegaram hoje a um consenso e deixaram praticamente concluída a Declaração de Lima, que será emitida em Lima pelos líderes da 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia (LAC-EU, na sigla em inglês).

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O vice-chanceler peruano, Gonzalo Gutiérrez, e o enviado especial da Eslovênia, Stephan Salej, co-presidentes da reunião de altos funcionários da cúpula, afirmaram durante uma entrevista coletiva que o diálogo, que começou na terça-feira, foi feito sob "um espírito de cooperação".

"Pudemos avançar de forma muito construtiva (...), o corpo substantivo (da declaração final) está concluído", observou o representante peruano e anfitrião da reunião, ao esclarecer que ficou pendente apenas o parágrafo relativo aos grupos de integração latino-americanos.

Chegou-se "a um texto unificado, com o consenso de ambas as regiões. É incomum, sem necessidade de longas sessões de negociação", observou o vice-chanceler peruano.

Como exemplo, cabe lembrar que na 4ª Cúpula América Latina-UE, realizada em Viena, em 2006, o documento não foi fechado até a reunião dos ministros de Relações Exteriores.

Com suas explicações, Gutiérrez e Salej deixaram claro que as diferenças que haviam sido colocadas durante a discussão foram resolvidas.

Em relação às divergências apresentadas pelo Brasil nos temas de meio-ambiente, Gutiérrez destacou que não houve "dificuldade especial no clima", mas "um processo de negociação normal que felizmente chegou a um consenso".

O funcionário disse que não podia ser "explícito" sobre o conteúdo da Declaração de Lima, porque antes de difundi-lo, o texto ainda precisa ser revisado pelos titulares de Exteriores de ambas as regiões, o que será feito amanhã.

Além disso, esclareceu que "não houve divergências" no debate sobre o narcotráfico e antecipou que esse tema será tratado em profundidade durante a reunião de chanceleres anterior à cúpula presidencial.

Gutiérrez explicou que o terrorismo foi evitado no debate devido à recente decisão do Parlamento Europeu de não recomendar a inclusão do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA) na lista de grupos terroristas, um assunto muito sensível para o Peru.

O vice-chanceler peruano informou que durante a reunião mantida hoje pelos altos funcionários das duas regiões também se estudou o relatório apresentado pelo Equador sobre o Projeto Yasuni II, que procura deixar em suspenso o exploração de uma jazida petrolífera como uma contribuição para evitar o aquecimento global. EFE erm-jms/fb

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