América Latina é região mais feliz e ecológica do mundo, segundo relatório

LONDRES - A América Latina é a região mais feliz e ecológica do mundo, segundo o Relatório Planeta Feliz, elaborado pela organização The New Economics Foundation, com o objetivo de evidenciar a relação entre eficiência ecológica e qualidade de vida.

EFE |

O índice utiliza três critérios para realizar a classificação: a expectativa de vida, a satisfação dos cidadãos de cada país e sua "pegada ecológica".

Este trabalho, em sua segunda edição, recolheu dados de 143 países, que representam 99% da população mundial e situa oito países latino-americanos entre os 10 primeiros do ranking.

Costa Rica está no topo da lista, já que seus cidadãos expressam um índice de satisfação vital de 8,5 pontos sobre 10, têm a segunda taxa de expectativa de vida mais alta do mundo, depois do Canadá, com 78,5 anos, e estão muito perto de alcançar o equilíbrio entre o que consomem e os recursos naturais.

A República Dominicana ficou em segundo lugar e a Guatemala em quarto. Entre a sexta e a décima colocação estão a Colômbia, Cuba, El Salvador, Brasil e Honduras.

Mais abaixo, a Nicarágua está em 11º lugar, Argentina 15º, Panamá 18º, México 23º, Equador 25º, Belize 27º, Peru 28º, Venezuela 36º, Chile 46º, Bolívia 47º, Paraguai 55º e Uruguai 99º.

O índice foi divulgado às vésperas da cúpula do G8, que será realizada na Itália, na semana que vem. O registro muda a ideia que se tinha de que os maiores índices de felicidade e de eficiência ecológica sejam registrados nos países desenvolvidos.

O trabalho constata, por exemplo, que os Estados Unidos (114), China (20) e Índia (35) "eram mais felizes e mais ecológicos" há 20 anos que hoje, e que, em termos globais, a situação sobre a exploração dos recursos naturais piorou.

No caso dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os responsáveis pelo estudo explicaram que a situação é pior atualmente que nos anos 60. Isso porque, embora a expectativa de vida e o grau de felicidade dos cidadãos tenham aumentado, o ritmo de exploração do planeta não diminuiu.

Felicidade em alta

Nas últimas quatro décadas, os dois primeiros quesitos melhoraram em 15%, mas o volume de carbono que cada habitante do planeta emite aumentou 72%.

"Seguir o crescimento econômico significou somente um benefício marginal para os países mais pobres do mundo e solapou em grande medida a vida de seus cidadãos", afirmou Nic Marcs, membro do "New Economics Foundation".

Não foi prejudicial somente para os mais pobres, explicou Marcs, mas "também não melhorou notavelmente o bem-estar daqueles que já eram ricos, nem facilitou a estabilidade econômica".

Este índice, acrescentou Marcs, deve servir como "um guia de eficiência" para mudar o conceito dos países poderosos sobre o que realmente é melhorar as condições de vida dos cidadãos e sobre as consequências das mudanças climáticas, derivadas de um modelo econômico insustentável.

Os autores desta iniciativa argumentam que os governantes dos países mais ricos devem deixar de vincular a felicidade com os números econômicos, sem levar em conta o custo ambiental. Além disso, "devem concentrar-se no que importa: o bem-estar, em uma vida longa, feliz e que faça sentido".

Os países latino-americanos e os do sudeste asiático são os que consomem mais moderadamente, enquanto os que costumam ser considerados exemplos de bem-estar econômico ficaram abaixo do posto 40.

A mais bem situada é a Holanda (43), seguida pela Alemanha (51), Itália (69), França (71), Reino Unido (74), Japão (75), Espanha (76), Canadá (89), Rússia (108) e Estados Unidos (114).


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