México, 8 out (EFE) - A América do Sul produz 950 toneladas de cocaína ao ano, sendo que a metade é exportada aos Estados Unidos e o resto à Europa, revelou hoje na capital mexicana o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

A produção e o comércio de outras drogas, como maconha e anfetaminas, assim como a de entorpecentes sintéticos, também representa um "número astronômico" nas Américas, embora seus fluxos se circunscrevam à região, destacou o secretário-executivo do UNODC, o italiano Antonio María Costa.

O alto funcionário das Nações Unidas apresentou hoje o documento "A ameaça do tráfico de drogas na América" durante o segundo dia da Primeira Reunião de Ministros de Segurança Pública das Américas, que ocorre na capital mexicana.

Sob a supervisão da Organização dos Estados Americanos (OEA), a reunião conta com a participação de 12 ministros de 34 países.

O estudo da UNODC revela que, em 2007, os esforços realizados no combate à droga pelas autoridades de países como Colômbia e México ajudaram a que a plantação de folha de coca retornasse a níveis de produção estáveis.

No entanto, admitiu que, enquanto houver oferta e procura de drogas, não será possível eliminar as quadrilhas criminosas urbanas em Estados Unidos e Canadá, as de seqüestradores no México, as gangues nas América Central ou a guerrilha na Colômbia, entre outros.

Costa pediu aos Governos americanos para adotarem estratégias regionais que reduzam a vulnerabilidade da sociedade frente às drogas e ao crime, fenômenos que, segundo ele, causam mais preocupação entre os cidadãos que o terrorismo, a mudança climática ou a crise financeira mundial.

Segundo dados da OEA, a cocaína produzida na América do Sul tem um valor de mercado aproximado de US$ 60 bilhões. EFE ea/db

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