Nelson Jobim diz que tensão na Bolívia é assunto interno" / Nelson Jobim diz que tensão na Bolívia é assunto interno" /

América do Sul não aceitaria o desmembramento da Bolívia, diz Amorim

BRASÍLIA - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou hoje que, depois do referendo de domingo passado no departamento boliviano de Santa Cruz, o importante é restabelecer o diálogo entre o Governo boliviano de Evo Morales e a oposição. Para ele, a América do Sul não aceitaria o desmembramento do país. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/06/nelson_jobim_diz_que_tensao_na_bolivia_e_assunto_interno_1300452.htmlNelson Jobim diz que tensão na Bolívia é assunto interno

Redação com EFE |

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"Acho que agora a questão é encontrar uma maneira de retomar o diálogo", disse Amorim, que considerou que, nesse sentido, deveria haver uma ação conjunta da Organização dos Estados Americanos (OEA), da Igreja Católica e do grupo formado por Argentina, Brasil e Colômbia, que já intermediaram no conflito político boliviano.

O ministro disse que, apesar de existir alguns focos de violência durante o referendo, "os acontecimentos foram menos dramáticos do que se temia" e sustentou que, agora, deve haver "compreensão" e, sobretudo, "diálogo" entre as duas partes.

No referendo, que o Governo considerou "ilegal" e qualificou de "fracasso" pela alta abstenção, cerca de 80% dos habitantes de Santa Cruz votaram a favor de um estatuto autônomo, que também é desejado por outras regiões da Bolívia dominadas pela oposição.

Amorim descartou que essa proliferação de reivindicações autonomistas possa levar a uma desintegração da Bolívia.

"Não acho que haja desejos separatistas", disse o chanceler, que considerou que o desejo de uma maior autonomia "é algo natural, desde que seja buscada sempre dentro da legalidade".

Segundo Amorim, as diferenças devem ser debatidas "democraticamente" e é preciso minimizá-las, e não acentuá-las ainda mais.

O ministro avaliou ainda "as conquistas" e "avanços" que houve na Bolívia desde a chegada de Morales ao poder, entre eles, "uma maior participação indígena na vida política e uma maior mobilização social, que não poderão mais ser revertidas".

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