América do Sul apoia redução de tropas no Haiti, diz Amorim

Em reunião realizada em Montevidéu, Amorim afirmou que os militares da ONU devem deixar país caribenho gradualmente

iG São Paulo |

Reuters
O ministro da Defesa Celso Amorim afirmou que as tropas não podem se perpetuar no Haiti (6/9)
A América do Sul, região que mais envia militares à missão de paz da ONU no Haiti, concorda com a ideia de reduzir gradualmente o número de suas tropas no país caribenho, disse nesta quinta-feira o ministro da Defesa, Celso Amorim.

Amorim participou de uma reunião com ministros da Defesa e das Relações Exteriores da América do Sul em Montevidéu, no Uruguai, para debater a situação da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah, na sigla em inglês), cujo mandato deve ser renovado em outubro.

O Brasil é o país com maior contingente de militares no Haiti e tem o comando militar da missão.

"Há consenso na região de que (a presença) das tropas não pode se perpetuar, mas não pode sair de forma precipitada. Tem que ser discutido com o Haiti e com as Nações Unidas", disse Amorim após ser recebido pelo presidente uruguaio, José Mujica.

"Há consenso para uma retirada gradual das tropas de acordo com as necessidades do Haiti. Não há um cronograma (para diminuir o número de tropas). Teria que começar a se trabalhar", acrescentou.

O Brasil tem 2.166 militares no Haiti, a nação mais pobre das Américas, de um total de 12.270 uniformizados que integram a missão.

Além do Brasil, também enviaram militares ao Haiti Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Equador, Estados Unidos, Filipinas, França, Guatemala, Japão, Jordânia, Nepal, Paraguai, Peru, Coreia do Sul, Sri Lanka e Uruguai.

Recentemente, a Minustah tem enfrentado indignação popular por um suposto estupro contra um haitiano de 18 anos envolvendo militares uruguaios.

No ano passado, a ONU também foi alvo de protestos durante a epidemia de cólera que deixou cerca de 6 mil mortos no país. Na ocasião, os representantes do Nepal foram acusados de disseminar a doença .

Com Reuters

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