América comemora 40 anos da chegada do homem à Lua

No dia 20 de julho de 1969, Neil Armstrong tornava-se o primeiro homem a pisar na Lua. Quarenta anos mais tarde, a América e Barack Obama prestavam homenagem solene, nesta segunda-feira, aos herói da missão Apollo 11.

AFP |

O presidente recebeu na Casa Branca os três astronautas desta missão histórica, Neil Armstrong e Michael Collins, de 78 anos, e Buzz Aldrin, 79 anos. Segundo Obama, os astronautas são heróis do mundo inteiro e devem servir de referência para os próximos programas da Nasa.

Foi no dia 20 de julho às 22H56 e 48 segundos (hora de Washington) que Neil Armstrong colocava o pé na Lua, pronunciando as palavar que ficaram célebres ante centenas de milhões de telespectadores: "Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade".

A mensagem de Armstrong, com a voz levemente distorcida pela distância e pelos equipamentos de comunicação, ficaria gravada para sempre nos livros de história da Terra.

A comemoração desta segunda-feira foi aproveitada pelos astronautas para defender a retomada da exploração espacial e as ambições dos Estados Unidos.

"Devemos voltar à Lua (...). precisamos aprender mais, estabelecer bases, instalar novos telescópios e nos preparar para ir a Marte, porque a finalidade última é Marte", declarou Eugene Cernan, 75 anos, último homem a caminhar na Lua, com a Appolo 17, em 1972, durante uma entrevista à imprensa nesta segunda-feira que reuniu sete astronautas.

Para celebrar o aniversário, a Nasa divulgou em seu site uma profusão de novos documentos: vídeos restaurados da missão Apollo 11, gravações de conversas entre os astronautas jamais ouvidas pelo público, imagens de seis locais de alunissagem das missões Apollo tomadas pela nova sonda lunar LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter), lançada no dia 18 de junho para preparar a volta dos americanos à Lua até 2020.

O programa batizado Constellation, se for mantido, será o prelúdio para os voos habitados a Marte e além dele.

Os astronautas são ferrenhos defensores do envio de missões ao Planeta Vermelho e aproveitam suas raras entrevistas comuns para defender esta causa.

"Marte é a outra Lua. Precisamos desta inspiração", lançou James Lovell, 81 anos, comandante da Apollo 13.

Eugene Cernan defende que uma parte ou "um cent de cada dólar pago a título de impostos seja consagrado ao espaço".

Os americanos são menos entusiastas e apenas uma pequena maioria (51%) estima que os Estados Unidos deveriam enviar astronautas a Marte, contra 43% que se opõem, segundo uma pesquisa CBS News.

afp/sd/LR

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