América Central busca reunificação com novo governo de Honduras

SAN SALVADOR (Reuters) - Os presidente de El Salvador, Honduras e Guatemala, o chamado Triângulo do Norte da América Central, concordaram nesta segunda-feira em avançar na integração e no comércio da região, que ficou dividida depois do golpe de Estado do ano passado em Honduras. O presidente salvadorenho, Mauricio Funes, recebeu na Casa Presidencial o mandatário guatemalteco, Alvaro Colom, e o hondurenho Porfirio Lobo, eleito após a deposição de Manuel Zelaya, em junho de 2009. Os líderes conversaram sobre temas comerciais e de segurança.

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"Nossos países, sozinhos, não são viáveis. A magnitude da crise, dos problemas que enfrentamos internamente, nos mostra (...) como única opção unir esforços e vontades para ir adiante", disse Funes em entrevista coletiva.

O governante salvadorenho condenou o golpe de Estado contra Zelaya e rompeu relações com o governo de facto de Roberto Micheletti em Honduras. Mas disse que as novas autoridades hondurenhas têm seu apoio.

Os três presidentes disseram que estão se esforçando para que Honduras seja reconhecida novamente no Sistema da Integração Centro-Americana (SICA) e na Organização dos Estados Americanos (OEA), dos quais foi excluída depois do golpe.

A normalização da situação hondurenha é importante, já que a América Central retomou neste mês rodadas de negociação com a União Europeia para chegar a um acordo de associação que inclui cooperação, comércio e diálogo político.

Funes também fez votos para que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) libere em sua próxima reunião anual um empréstimo de 500 milhões de dólares para programas sociais em Honduras.

Os presidentes também expressaram confiança de que o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, reconheça as novas autoridades hondurenhas. Ortega, um ex-guerrilheiro, recebeu Zelaya em seu país depois do golpe de Estado.

Lobo disse que "ele (Ortega) traçou uma linha entre os aspectos econômicos, nos quais apoia e ajuda Honduras, e os aspectos políticos, que nos indicou que vai levar um pouco mais de tempo, mas que continuaremos dialogando."

(Reportagem de Nelson Rentería)

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