ROMA ¿ O escritor italiano Roberto Saviano, autor do best-seller Gomorra, que denuncia a máfia napolitana, afirmou que quer deixar a Itália porque não agüenta mais viver com proteção armada. O livro vendeu 1,2 milhão de cópias na Itália, foi traduzido para 42 línguas e sua adaptação para o cinema foi nomeada para concorrer ao Oscar.

No entanto, em uma entrevista ao jornal italiano La Repubblica, o escritor afirma ser uma "vítima do próprio sucesso". Desde o lançamento de "Gomorra", em 2006, o autor, de 28 anos, vive com proteção policial armada durante 24 horas diariamente porque recebe ameaças da Camorra, como é conhecida a máfia napolitana.

"Quero a minha vida de volta. Quero andar pelo sol e pela chuva, me apaixonar, beber uma cerveja em público, encontrar minha mãe sem que ela fique com medo", disse o escritor ao jornal.

Acima de tudo, Soviano afirmou que quer continuar escrevendo e que, no momento, o único modo de fazer isso é deixar a Itália.

Na terça-feira, os jornais italianos disseram que o clã mais notório da máfia local, o Casalesi, teria passado da ameaça de morte para a fase de operação do plano para assassinar o escritor.

Segundo os jornais, a intenção seria matar o escritor antes do Natal.

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