Ameaça para os EUA, furacão Irene chega à Carolina do Norte

Centro do furacão, que perdeu força e foi reduzido para a categoria 1, tocou a terra com ventos de 140 km/h

iG São Paulo |

O furacão Irene, que deixou pelo menos seis mortos durante sua passagem pelo Caribe, tocou a terra da Carolina do Norte, na costa leste dos Estados Unidos, na manhã deste sábado. Com ventos de 140 km/h, o centro do furacão foi registrado na região de Cap Lookout, no sul da ilha de Outer Banks.

Durante a madrugada, o Irene perdeu força e foi reduzido para a categoria 1 na escala de intensidade Saffir-Simpson, que vai até cinco. Mas especialistas alertam que o furacão ainda representa uma ameaça para os EUA. "O perigo é o mesmo", afirmou Mike Brenna, funcionário do NHG. "A questão-chave nesta tempestade é seu tamanho e duração, não necessariamente a força do vento."

Na Carolina do Norte, fortes ventos e chuvas torrenciais provocaram cortes de energia que afetaram entre 200 mil e 300 mil moradores. A porta-voz da companhia elétrica Progress Energy, Lauren Bradford, disse que as áreas de Wilmington e Wrightsville Beach, no centro e sul do Estado, foram as mais afetadas. Em outras cidades do estado, como Atlantic Beach, há informações de inundações em estradas, além de postes e árvores derrubadas.

Alertas de furacão foram emitidos para grande parte da costa leste dos EUA, da Carolina do Norte até Nova York e mais ao norte, em Massachussets, nas ilhas de Nantucket e Martha's Vineyard, onde Obama passava férias até sexta-feira.

Autoridades ordenaram que 2,3 milhões de pessoas sejam retiradas das áreas de risco, incluindo 1 milhão em Nova Jersey, 315 mil em Maryland, 300 mil na Carolina do Norte, 200 mil na Virgínia e 100 mil em Delaware.

Segundo Jay Baker, professor de Geografia na Universidade Estadual da Flórida, trata-se do furacão que ameaçou o maior número de pessoas em toda a história dos EUA.

Nova York

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, fez um apelo para que moradores deixem “imediatamente” as áreas de risco da cidade por causa do furacão Irene, que chegou neste sábado à Carolina do Norte, também na costa leste dos Estados Unidos. O furacão deve chegar à Nova York no domingo.

“Não temos como ir de porta em porta e tirar as pessoas de suas casas”, afirmou Bloomberg, em coletiva de imprensa na manhã deste sábado. “Ninguém vai ser multado ou ir para a prisão (por não cumprir a ordem de evacuação). Mas se não fizerem isso, podem morrer.”

Cerca de 1,6 milhão de pessoas vivem em Manhattan, a principal região de Nova York, e 6,8 milhões nas outras quatro áreas da cidade (Queens, Bronx, Brooklyn e Staten Island).

Na sexta-feira, autoridades da cidade ordenaram a retirada de 370 mil moradores, principalmente os que vivem em áreas baixas. O governo afirma que cem abrigos terão capacidade para receber 71 mil pessoas, e disse esperar que a maior parte dos afetados passe o fim de semana com amigos e familiares.

Ao meio dia deste sábado (13h no horário de Brasília), todo o sistema de transporte público da cidade – metrô, ônibus e trens que atendem cerca de cinco milhões de pessoas em um dia útil - foi fechado.

A medida nunca tinha sido tomada por causa de questões climáticas, apenas durante uma greve de funcionários em 2005 e após os ataques do 11 de Setembro de 2001 .

Além disso, pousos domésticos e internacionais estão proibidos em todos os cinco aeroportos da região de Nova York. Três deles – John F. Kennedy, La Guardian e Newark – estão entre os mais movimentados dos EUA. No Brasil, a TAM anunciou o cancelamento de oito voos entre São Paulo e NY.

Cerca de 8,3 mil voos foram cancelados em todos o país por grandes companhias como a United e a Delta, que se recusaram a informar quantos passageiros serão afetados.

A empresa de ônibus Greyhound também suspendeu serviços entre Richmonf, Virgínia e Boston, enquanto a companhia de trens Amtrak reduziu o número de viagens em vários locais e cancelou as que ligam Washington a Boston.

Mapa mostra áreas que podem ser mais afetadas por furacão:

* Com EFE e AP

    Leia tudo sobre: irenefuracãoeuacarolina do nortenova york

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG