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Ameaça do furacão Ike leva à retirada de milhares de pessoas em Cuba

Havana, 7 set (EFE).- As autoridades cubanas estão retirando milhares de habitantes das áreas com risco de inundações no leste do país, que será atingido a partir da próxima noite e durante dois dias pelo furacão Ike, considerado extremamente perigoso.

EFE |

Segundo a "Agência Cubana de Notícias", mais de 224 mil cubanos e turistas estrangeiros serão evacuados apenas na província de Camagüey, e o mesmo acontecerá em outras regiões do centro e do leste da ilha, que tem 12,2 milhões de habitantes.

O Instituto de Meteorologia (Insmet) cubnao reiterou às 6h (7h de Brasília), em seu primeiro aviso de ciclone tropical de hoje, que "Ike" é "extremamente perigoso", com categoria quatro na escala de intensidade Saffir-Simpson (que vai até cinco).

O centro do furacão estava em 21,1 graus de latitude norte e 72,4 de longitude oeste, 330 quilômetros a leste de Punta Lucrecia, na província cubana de Holguín.

"Durante a madrugada, 'Ike' sofreu poucas mudanças de organização e mantém seus ventos máximos sustentados em 215 km/h, com seqüências mais fortes", informa o aviso.

Segundo o Insmet, o furacão se desloca com direção entre oeste e oés-sudoeste a 24 km/h, e "nas próximas 12 a 24 horas se movimentará na mesma direção, podendo ganhar um pouco mais de intensidade, mantendo-se como um intenso furacão de categoria quatro".

A partir de amanhã, "as chuvas aumentarão gradualmente na região leste de Cuba e podem ser fortes e intensas em regiões do litoral norte e montanhosas a partir da tarde", acrescenta o aviso.

No litoral norte, de Camagüey a Guantánamo, começarão "fortes ressacas, representando perigo para a navegação, e inundações litorâneas significativas nas áreas baixas", adverte o Insmet.

O Conselho Provincial de Defesa de Camagüey reiterou que "é imprescindível levar as pessoas evacuadas somente a instalações ou casas de vizinhos ou amigos" que sejam construções bastante sólidas.

"É preciso revisar muito bem para que ninguém que more em casas com teto de telha permaneça nelas", advertem as autoridades, que lembram que, há apenas oito dias, outro furacão, "Gustav", arrasou o oeste de Cuba e destruiu ou danificou seriamente 140 mil imóveis.

"Gustav" também devastou milhares de hectares de cultivos, centenas de escolas e centros de saúde, redes elétricas e telefônicas e outras infra-estruturas, ao atravessar o extremo oeste da ilha do sul ao norte com ventos máximos sustentados de 240 km/h e seqüências de até 340 km/h.

Segundo a "Agência Cubana de Notícias", diante da ameaça de "Ike", que percorrerá Cuba de leste a oeste, "também é preciso realocar os habitantes de zonas de possíveis penetrações do mar, águas abaixo de represas, áreas baixas de inundações ou próximas a rios ou riachos, tanto no norte quanto no sul, pois o principal é preservar as vidas humanas".

Ao contrário de outros países do Caribe, "Gustav" não causou mortes em Cuba e deixou apenas sete pessoas levemente feridas, porque as autoridades evacuaram quase 500 mil pessoas.

O primeiro vice-presidente cubano, José Ramón Machado, pediu que seus compatriotas "cumpram com organização e rapidez as medidas de evacuação", após dirigir uma reunião do Conselho de Defesa Provincial em Holguín, um dos territórios que mais correm riscos pela passagem de "Ike".

Segundo fontes oficiais, Machado ressaltou que ninguém deve esperar que as condições meteorológicas piorem para sair ou para começar a proteger os bens, "pois o furacão, com seus fortes ventos e chuvas, destrói tudo em questão de horas".

O chefe do centro de previsões do Insmet, José Rubiera, disse que "Ike" é "perigosíssimo", pode ter várias possíveis trajetórias nos próximos dias e que todas elas são "ruins".

A Defesa Civil determinou no sábado a "fase de alerta ciclônico" para as províncias de Guantánamo, Santiago de Cuba, Granma, Holguín, Las Tunas e Camagüey, e o nível prévio de "fase informativa" para Ciego de Ávila, Villa Clara, Sancti Spiritus, Cienfuegos e Matanzas.

O ex-presidente Fidel Castro disse, em artigo publicado na quarta-feira, que Cuba precisa de US$ 3 bilhões a US$ 4 bilhões para atenuar as necessidades mais elementares, além de 1,5 milhão de casas resistentes a furacões. EFE am/fh/an

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