Ameaça de câncer de pele é maior na América do Norte e em Cuba, diz estudo

Nova York, 29 jul (EFE).- A América do Norte e Cuba são os lugares do mundo onde o câncer de pele é uma maior ameaça para os habitantes, segundo cálculos publicados hoje pela revista Forbes, que levou em consideração estatísticas sanitárias e fatores culturais.

EFE |

"As crenças culturais podem ter um papel importante no ranking por regiões, já que muitos cidadãos da América do Norte ainda tendem a buscar um bom bronzeado", explica a revista em sua edição digital.

Fatores como a latitude do lugar de residência, a pigmentação da pele, o tipo de roupas usadas, os padrões locais de beleza, as crenças e os hábitos de férias podem alterar as possibilidades de contrair uma doença relacionada com a exposição ao sol.

Levando em conta esses fatores e dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o número de doentes com patologias relacionadas aos raios UVA, a publicação considera que os Estados Unidos, Canadá e Cuba formam a região onde as pessoas estão mais expostas a esses riscos.

"Enquanto muitos americanos não conseguem abandonar a idéia de que o tom moreno faz com que pareçam mais saudáveis, em países asiáticos como o Japão e a China é muito menos aceitável culturalmente e inclusive está associado a um baixo nível socioeconômico", disse o chefe do Departamento de Dermatologia do fornecedor de serviços sanitários Henry Ford.

Atrás dessa região está o Leste Europeu, com países como a Hungria, o Cazaquistão, a Rússia e outros, como cita a publicação.

A terceira região mais perigosa seria a da Europa Ocidental, seguida pela área que reúne Austrália, Ásia Pacífico e Ásia do Leste, e, finalmente, pela Ásia Central.

O sistema utilizado para elaborar este ranking distorce em parte os resultados, porque agrupa por regiões, e não por países.

Desta maneira, a região formada por Nova Zelândia, Austrália e Japão não aparece em um lugar tão elevado quanto mereceriam os dois primeiros Estados separadamente, já que o último deles registra uma incidência muito baixa de problemas relacionados com a pele.

No entanto, Austrália e Nova Zelândia têm os maiores registros de incidência e mortalidade por melanomas no mundo, já que o risco de desenvolver um tumor desse tipo é, nos dois países, de 1 para cada 24 homens e 1 para cada 34 mulheres com menos de 75 anos. EFE mgl/bm/db

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