(acrescenta dados sobre a normalização de operações da companhia) Tóquio, 8 ago (EFE) - Um avião da companhia aérea Air China deu hoje a volta em pleno vôo e retornou ao Japão depois que a empresa recebeu uma ameaça de bomba pouco antes da abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, informou a agência local Kyodo.

Nenhum dos 70 ocupantes do avião, um Boeing 737 que fazia a rota Nagóia-Chongqing, via Xangai, ficou ferido.

A ameaça de bomba foi enviada em um e-mail à sede japonesa da principal companhia aérea chinesa e, segundo o Ministério de Transporte japonês, tinha como objetivo interferir na inauguração dos Jogos.

Por isso, a Air China inspecionou todos seus aviões nos aeroportos de Fukuoka e Narita, e, posteriormente, permitiu que operassem, segundo a "Kyodo".

Inicialmente tinha sido informado que a Air China havia suspendido alguns vôos, mas a ameaça só causou, além do incidente com o Boeing, um atraso na saída de quatro aviões da companhia a partir do Japão, segundo o ministério japonês.

Um e-mail recebido na sede japonesa da maior companhia aérea chinesa alertava para uma eventual explosão de um avião a menos que a companhia suspendesse seus vôos.

A mensagem, enviada às 12h50 locais de hoje (0h50 de Brasília), assinalava que a ameaça tinha como objetivo interferir nos Jogos Olímpicos de Pequim, que têm sua cerimônia de abertura nesta sexta.

O avião que se dirigia à localidade chinesa de Chongqing, via Xangai, deu a volta em pleno vôo e retornou a Nagóia por volta das 16h (4h em Brasília), uma hora após decolar.

Os Jogos Olímpicos de Pequim serão inaugurados hoje em cerimônia repleta de chefes de Estado e Governo, após sete anos de preparativos tumultuados por protestos contra o regime comunista, convocações de boicotes e temor de terrorismo. EFE psh/fr/db

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